No ínfimo detalhe, na boca que se abre,
nos olhos que dizem o óbvio, no jogo que aquece e provoca.
No que nao é propriamente dito, mas que marca.
No que a razão mais uma vez diz não,
a emoção borbulha, ferve, água que queima.
Ainda que a sensualidade pontue a troca,
há outra coisa que está além e que desarticula.
Meus pensamentos outra vez obsessivos,
doentios e não cessam.
O gosto, a pele, tudo aquilo que se traduz no encontro,
embaixo da derme, no que me faz insistir novamente.
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quarta-feira, setembro 09, 2009
segunda-feira, setembro 07, 2009
Reacendo, fosforeio, incandeço.
Num negrume mesclado de carmim.
Nas constelações que brindam euforia e se comovem diante do deserto interior.
Na boca, vermelho espalhado. Rascante.
Desce pela traquéia, aquece o estômago, inebria o ser.
Paladar que atiça e dá fome.
A mesma que tange pelas artérias doces e rubras.
O mesmo sangue quente que te faz vivo.
Do ar que respira e espalha álcool ao redor.
Vulcão que convida novamente a aqui estar.
Num negrume mesclado de carmim.
Nas constelações que brindam euforia e se comovem diante do deserto interior.
Na boca, vermelho espalhado. Rascante.
Desce pela traquéia, aquece o estômago, inebria o ser.
Paladar que atiça e dá fome.
A mesma que tange pelas artérias doces e rubras.
O mesmo sangue quente que te faz vivo.
Do ar que respira e espalha álcool ao redor.
Vulcão que convida novamente a aqui estar.
domingo, setembro 06, 2009
Se não nos estabelecemos de fato,
se negamos e não estamos muito preocupados,
a vida nos embola em movediças teias.
As mesmas que enredam e tecem tramas inóspitas,
distantes e nefandas.
Tricoto o sentido sem perceber onde isso vai dar.
Daqui, de onde miro a escuridão da noite, só luar.
Um rastro em crescente a dar luz às sensações.
se negamos e não estamos muito preocupados,
a vida nos embola em movediças teias.
As mesmas que enredam e tecem tramas inóspitas,
distantes e nefandas.
Tricoto o sentido sem perceber onde isso vai dar.
Daqui, de onde miro a escuridão da noite, só luar.
Um rastro em crescente a dar luz às sensações.
sábado, setembro 05, 2009
Falamos de sensações.
Do tanto que existe na sombra dele.
Riu e quis escarafunchar mais um pouco.
Não obteve o que desejava.
Respostas não são imediatas, ainda que as queira.
No vinil, no que reluz na escuridão, o tanto que vibra.
Na noite que se avoluma agora, só bruma.
Na verdade que existe aí dentro só desejo.
Sadismo que se converte em êxtase, risada que denuncia.
Olhar que provoca e mãos que pegam o que está à frente.
Sentidos para os que os querem.
Do tanto que existe na sombra dele.
Riu e quis escarafunchar mais um pouco.
Não obteve o que desejava.
Respostas não são imediatas, ainda que as queira.
No vinil, no que reluz na escuridão, o tanto que vibra.
Na noite que se avoluma agora, só bruma.
Na verdade que existe aí dentro só desejo.
Sadismo que se converte em êxtase, risada que denuncia.
Olhar que provoca e mãos que pegam o que está à frente.
Sentidos para os que os querem.
sexta-feira, setembro 04, 2009
paleta
Sol e girassol, na parede, aqui e lá fora.
Amarelo a clarear a tela, o sentido da vida.
Azul pincelando a atmosfera, verde que te quero ao redor.
Vento que se esparge, que toma o ar, traz cheiro e preguiça.
Vontade de rede e pés descalços.
Mar que arrebenta na praia, balança o sal, espalha energia.
Pulsações que não calam, histórias a serem reescritas.
Traumas que acompanham seres, livros e novelas reais.
Amarelo a clarear a tela, o sentido da vida.
Azul pincelando a atmosfera, verde que te quero ao redor.
Vento que se esparge, que toma o ar, traz cheiro e preguiça.
Vontade de rede e pés descalços.
Mar que arrebenta na praia, balança o sal, espalha energia.
Pulsações que não calam, histórias a serem reescritas.
Traumas que acompanham seres, livros e novelas reais.
quinta-feira, setembro 03, 2009
Burilando o que está ao redor,
no mais completo desleixo e sem dó,
me reabro e inspiro o que está por aí.
Pó que se esvai, poeira a revirar folhas,
laços que se desfazem e vidas que recomeçam.
no mais completo desleixo e sem dó,
me reabro e inspiro o que está por aí.
Pó que se esvai, poeira a revirar folhas,
laços que se desfazem e vidas que recomeçam.
quarta-feira, maio 20, 2009
Após um período de distanciamento e clausura, ela consegue sair de si mesma e alçar um novo vôo.
Voa pelas asas das sílfides e se abastece da poeira cósmica, a fim de transpor os véus escuros que a prendiam.
Encontra apoio na sacerdotisa que a abençoa com uma nova roupagem: a armadura de gaia.
Através do artefato ganha força e poder, capaz de destruir seu velho inimigo, o mesmo que a prendeu por tanto tempo.
No contato e renascimento se depara com uma das servas de Pan, uma dríade de orelhas pontudas.
Em contraste com as estrelas, resplandece tal como o sol, irradiando a energia de uma nova vida.
quarta-feira, outubro 01, 2008
LIBRA

Pela égide da constelação de Libra, vibram cordas tão perfeitas e tenazes que mesmo o peso na balança imprecisa se equilibra. Clama Vênus ao céu astral a harmonia ainda desconhecida, quando entre a virgem despida e inaudita, ouve-se o escorpião que grita pelo veneno da vida. Libra, então, expõe seu modo idealista, seu charme e seu bom gosto e diz calmamente com voz aflita: se um dos pratos da balança afaga o coração foguista; o outro ergue a afiada espada da mente, quedando as ilusões sofridas. O privilégio é tanto, que do braço marcial erguido e infalível em juízo, vê-se a deusa com os pés descalços subindo os degraus do coração mais livre, o do artista. E dos vãos eqüidistantes do templo da harmonia, a beleza passeando alegremente, e ora distraída, absorve os sentidos mortais e os cativa, que se o mundo é em parte requintado, é graças aos nativos de Libra. Se somos em existência partilhada na onipresença desse ar que respiramos a vida: a igualdade é a vocação mais bonita. (Carlos Costa)
Pela égide da constelação de Libra, vibram cordas tão perfeitas e tenazes que mesmo o peso na balança imprecisa se equilibra. Clama Vênus ao céu astral a harmonia ainda desconhecida, quando entre a virgem despida e inaudita, ouve-se o escorpião que grita pelo veneno da vida. Libra, então, expõe seu modo idealista, seu charme e seu bom gosto e diz calmamente com voz aflita: se um dos pratos da balança afaga o coração foguista; o outro ergue a afiada espada da mente, quedando as ilusões sofridas. O privilégio é tanto, que do braço marcial erguido e infalível em juízo, vê-se a deusa com os pés descalços subindo os degraus do coração mais livre, o do artista. E dos vãos eqüidistantes do templo da harmonia, a beleza passeando alegremente, e ora distraída, absorve os sentidos mortais e os cativa, que se o mundo é em parte requintado, é graças aos nativos de Libra. Se somos em existência partilhada na onipresença desse ar que respiramos a vida: a igualdade é a vocação mais bonita. (Carlos Costa)
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