Eu leio, leio e leio.
E continuo não entendendo isso.
Porque será que as pessoas vivem com esse discurso de que com a idade já sabe ou aprendeu tal coisa que com a idade anterior não?
Acho isso tão estranho...
Eu me vejo daqui a algumas décadas, mas não nessa neura de sabedoria e conhecimento, até porque não vai ser mais algumas décadas que me porá sábia ou professora de nada. Talvez, porque eu não encare a vida dessa maneira e não me arrependa de nada que fiz.
Faria tudo outra vez.
Amaria desmedidamente, como amei.
E amarei novamente e sempre.
Sei lá, acho isso tão estranho. Esse discurso tão cheio de certezas....
Certeza de que?
Sabedoria por conta dos anos vividos?
Sei, não.
Vou viver mais sei lá quantos anos e estarei sempre me pondo como uma aprendiz, até porque não tenho a obrigação de ser professora de nada. Não quero esse título para mim. Detesto essa retórica do "eu sei tudo, porque já vivi isso". Caramba, e as pessoas não tem o direito de viver as próprias experiências e de uma maneira diferente da que você viveu?
Discurso narcisóide da velhice?!
Valha-me!
Que Chronos me proteja até o fim dos meus dias, que Hermes me leve sempre a voar, cada vez mais alto e que eu possa sempre vislumbrar horizontes ainda não explorados, como uma criança ao mirar pela primeira vez algo que ela sempre quis...
terça-feira, setembro 10, 2013
terça-feira, setembro 03, 2013
quarta-feira, agosto 21, 2013
sábado, agosto 17, 2013
Ele para, espreita,
observa e dá um tempo.
Na verdade, não tem pressa.
A pressa é em entender o que pulsa em seu
coração
de
maneira tão avassaladora.
A história que se desenha aos seus olhos
e traz reflexão, pensamentos múltiplos,
uma necessidade intrínseca em dissecar
os meandros da alma. Da alma dela.
O que se esconde atrás daquele sorriso,
do olhar, do jeito que ela fala...
Da maneira destemperada, livre
e sem amarras que se afigura.
E, assim, como que hipnotizado
por tudo que ela traz em si,
decide se desligar,
ainda que temporariamente das imagens
que não saem de sua cabeça.
Senta num lugar aprazível,
onde o sol ainda aquece um pedaço de chão,
decide por bem se fixar nas letras
e pega o livro na esperança de
esquecer a moça...
Nesse instante a vida se abre em
uma nova página.
A história é outra.
quarta-feira, julho 24, 2013
Ele escreveu:
"Porque a vida segue. Mas o que foi bonito fica com toda a força. Mesmo que a gente tente apagar com outras coisas bonitas ou leves, certos momentos nem o tempo apaga. E a gente lembra. E já não dói mais. Mas dá saudade. Uma saudade que faz os olhos brilharem por alguns segundos e um sorriso escapar volta e meia, quando a cabeça insiste em trazer a tona, o que o coração vive tentando deixar pra trás. Então eu pego o passado, e transformo em poesia-ou-coisa-assim."
Eu também. :DFoto: Analu Menezes
"Porque a vida segue. Mas o que foi bonito fica com toda a força. Mesmo que a gente tente apagar com outras coisas bonitas ou leves, certos momentos nem o tempo apaga. E a gente lembra. E já não dói mais. Mas dá saudade. Uma saudade que faz os olhos brilharem por alguns segundos e um sorriso escapar volta e meia, quando a cabeça insiste em trazer a tona, o que o coração vive tentando deixar pra trás. Então eu pego o passado, e transformo em poesia-ou-coisa-assim."
Eu também. :DFoto: Analu Menezes
terça-feira, julho 23, 2013
É só pra te dizer: eu vou bem, obrigada! :D
E a essa hora da madrugada me lembrei de você.
Será que ainda me lê, vem aqui.
Vai saber...
Então, pra matar sua saudade ou a
minha vontade de te dizer que estou bem,
uma fotinha. :D
PS. Se um dia mudar de ideia, vou adorar. Reconsidere sua decisão irrevogável.
E a essa hora da madrugada me lembrei de você.
Será que ainda me lê, vem aqui.
Vai saber...
Então, pra matar sua saudade ou a
minha vontade de te dizer que estou bem,
uma fotinha. :D
PS. Se um dia mudar de ideia, vou adorar. Reconsidere sua decisão irrevogável.
quinta-feira, julho 11, 2013
Num sopro, espirada pelo gênio,
o espirito do fogo envolve a escuridão.
De lá, das chamas, do calor abrasador:
uma dama.
Bailarina de costas,
um coque, uma sapatilha,
reluzem salamandras.
Dança duende,
Dança ardor,
Dança dor,
Dança calor,
Dança ao sabor:
do fogo, da vida, do amor.
Foto: Jose Pedroso
o espirito do fogo envolve a escuridão.
De lá, das chamas, do calor abrasador:
uma dama.
Bailarina de costas,
um coque, uma sapatilha,
reluzem salamandras.
Dança duende,
Dança ardor,
Dança dor,
Dança calor,
Dança ao sabor:
do fogo, da vida, do amor.
Foto: Jose Pedroso
terça-feira, julho 02, 2013
Olhos seus nos olhos meus
- Nós nos apaixonamos pela maneira como o outro nos olha. -
O seu olhar reflete o meu.
Brilha, como o espírito,
é centelha, reluz...
É fogo, é chama,
lume,
poeira de estrelas...
Quando o meu olhar brilha,
incandesce vida,
ao mirar os olhos seus.
O seu olhar reflete o meu.
Brilha, como o espírito,
é centelha, reluz...
É fogo, é chama,
lume,
poeira de estrelas...
Quando o meu olhar brilha,
incandesce vida,
ao mirar os olhos seus.
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