Sempre...
quinta-feira, janeiro 31, 2013
quarta-feira, janeiro 30, 2013
Sinto como ele:
"Não há paixão pequena,
paixão simbólica,
paixão discreta:
é grandiosa no início e escandalosa no final."
Fabrício Carpinejar
"Não há paixão pequena,
paixão simbólica,
paixão discreta:
é grandiosa no início e escandalosa no final."
Fabrício Carpinejar
terça-feira, janeiro 29, 2013
Tu amarás outras mulheres
E tu me esquecerás!
É tão cruel, mas é a vida. E no entanto
Alguma coisa em ti pertence-me!
Em mim alguma coisa és tu.
Manuel Bandeira
in A vigília de Hero
E tu me esquecerás!
É tão cruel, mas é a vida. E no entanto
Alguma coisa em ti pertence-me!
Em mim alguma coisa és tu.
Manuel Bandeira
in A vigília de Hero
sábado, janeiro 26, 2013
Parafraseando Eckhart Tolle -
Como você abandona o apego às pessoas?
Não adianta nem tentar, é impossível.
O apego às pessoas se desfaz quando
você já não procura a si mesmo nelas.
Arte: Tony Chow
Como você abandona o apego às pessoas?
Não adianta nem tentar, é impossível.
O apego às pessoas se desfaz quando
você já não procura a si mesmo nelas.
Arte: Tony Chow
quinta-feira, janeiro 24, 2013
É preciso dizer que tudo valeu a pena,
que nada foi em vão...
O amor sempre estará presente,
porque não está em você,
o amor está em mim...
que nada foi em vão...
O amor sempre estará presente,
porque não está em você,
o amor está em mim...
quarta-feira, janeiro 23, 2013
sábado, janeiro 19, 2013
"Escrever poesia é resisitir aos aduladores da verdade.
É colocar-se em posição de risco.
É clamar: vem verdade, mas eu duvido do que você anuncia.
Por isso, para escrever poesia é preciso mais que coragem:
a da persistência.
Persistir na busca do sentido inexistente,
agarrar-se a essa busca,
fazer da palavra seu caminho.
Assim se afere um poeta:
por sua teimosia".
José Castello - Poesia e Teimosia
É colocar-se em posição de risco.
É clamar: vem verdade, mas eu duvido do que você anuncia.
Por isso, para escrever poesia é preciso mais que coragem:
a da persistência.
Persistir na busca do sentido inexistente,
agarrar-se a essa busca,
fazer da palavra seu caminho.
Assim se afere um poeta:
por sua teimosia".
José Castello - Poesia e Teimosia
sexta-feira, janeiro 18, 2013
Eu vou pra guerra
E vou pra guerra porque agora essa é minha vida
É uma guerra todos os dias para esquecer
E outra guerra para lembrar
Eu vou pra guerra
Pois me dói menos o vermelho do sangue
Derramado por amigos e inimigos
Que o vermelho dos teus lábios
Eu vou pra guerra
Pois me ofusca menos o clarão do obus
Que explode e dilacera
Que o clarão dos olhos teus a me fustigar
Eu vou pra guerra
Pois me assusta menos o som das balas
Zunindo ao lado do minha cabeça
Que o som das suas promessas de amor vazias
Eu vou pra guerra
Pois o cheiro das cidades queimadas
Me é menos acre e pernicioso
Que o aroma inebriante do seu perfume
Eu vou pra guerra
Pois a baioneta do inimigo apontada ao meu peito
Me é menos perigosa
Que as suas unhas a arranhar minha pele
Eu vou pra guerra
Pois a morte do meu corpo em uma trincheira
Me será menos cruel
Que a morte da minha alma por não ter teu abraço.
Laerte Guimarães
E vou pra guerra porque agora essa é minha vida
É uma guerra todos os dias para esquecer
E outra guerra para lembrar
Eu vou pra guerra
Pois me dói menos o vermelho do sangue
Derramado por amigos e inimigos
Que o vermelho dos teus lábios
Eu vou pra guerra
Pois me ofusca menos o clarão do obus
Que explode e dilacera
Que o clarão dos olhos teus a me fustigar
Eu vou pra guerra
Pois me assusta menos o som das balas
Zunindo ao lado do minha cabeça
Que o som das suas promessas de amor vazias
Eu vou pra guerra
Pois o cheiro das cidades queimadas
Me é menos acre e pernicioso
Que o aroma inebriante do seu perfume
Eu vou pra guerra
Pois a baioneta do inimigo apontada ao meu peito
Me é menos perigosa
Que as suas unhas a arranhar minha pele
Eu vou pra guerra
Pois a morte do meu corpo em uma trincheira
Me será menos cruel
Que a morte da minha alma por não ter teu abraço.
Laerte Guimarães
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