sábado, outubro 18, 2014

A rosa do tempo
deixou-se perpetuar
entre a palma e os dedos
tocando a pele...
A rosa negra
que faz parte de decor escuro,
direciona o olhar obtuso.
Entre a meia arrastão
entremeia lascidão,
vontade extrema de cortar,
desfiar, rasurar, desmanchar
a trama perfeita...
Negro e cálido pb,
plenitude e poder.
Foto: google imagens
Texto: Analu Menezes

sábado, setembro 27, 2014

O
bem
te
vi.
Vi
o
bem
em
ti.
A dança do acasalamento
do bem-te-vi.


segunda-feira, setembro 22, 2014

Ela surpreendeu-se ao mirar o espelho.
Faltava um complemento:
a meia sete oitavos.
Colocou-a, a renda oculta embaixo do vestido.
Somente seria revelada para ele,
na hora em que o casaco fosse aberto.
No momento em que todos os desejos fossem confessados.
Na sua mente inquieta, a noite era só o começo
da madrugada  que se estenderia  aos seus pés,
dentro dos saltos negros e reluzentes de verniz.

Texto: Analu Menezes
Foto: Artur Politov



A Lua está em leão.
O brilho, o calor, a alegria,
a energia, tempo audaz.

Ardente, 
coração valente,
alma caliente,
sujeita a tempestades,
a pura ventania,
a reviravoltas,
a mansidão da calmaria.

Tempo de bravura,
quentura,
alvura.

O ouro,
o amarelo,
o que reluz,
e nem sempre é ouro.
Mas, brilha,
porque fomos feitos pra brilhar.


Texto e Foto: Analu Menezes 


quarta-feira, setembro 10, 2014

Menino-Deus do corpo diáfano....
leva-me além da esquina do passado, 
traga-me o encantamento pueril dos dias descalços, 
quando a vida mansa brincava de esconde-esconde 
e o máximo que se tinha era a hora de voltar para casa. 
Imundo, 
pés, às vezes, descalços,
sujos,
mas de alma lavada,
limpa,
inteira,
completa
e feliz.


Texto e Foto: Analu Menezes 


domingo, agosto 24, 2014

Algumas vezes é preciso
só um rastro cadente
a desenhar o V deitado
e uma estrela amarela
a nos apontar o caminho.

Foto e texto: Analu Menezes 



sexta-feira, agosto 22, 2014

Eu e você.
Você e eu.
Perna pra cá.
rosto pra lá.
Cheiro daqui.
Você cheira de lá.
Vida minha,
minha vida,
cadente,
nova,
velha,
andaluz na escuridão.
Na amplidão cósmica
é ballet,
é têti à têti,
é dança de almas,
corpos,
afins,
celestes,
estrelas.

texto: Analu Menezes
(foto telescópio hubble)



domingo, agosto 10, 2014

Ele dança,
olha de banda,
tamborila no pandeiro,
é um menino no centro da roda.
É mágico,
ágil,
mescla cores e carmim,
ai de mim,
cigano.

Texto: Analu Menezes
Foto: Iram Rubem Brandão