LETRA J
Ela com suas Palavras Tortas e outros tantos sites de prosa e poesia, andou por aqui garimpando no passado alguns delírios e descobriu um velho texto, que colocou aqui: http://letradecorpo.cristalpoesia.net/letraJ.html
quarta-feira, maio 10, 2006
segunda-feira, maio 01, 2006
Os dias passam de uma maneira avassaladora.
A tarde e a noite se fundem numa mistura de tons,
cores que despertam os sentidos, atravessam os mundos.
Num sortilégio de guache que preenche em pinceladas os azuis
e põe em degrade nuvens e magentamente riscam o horizonte.
As corpos celestes se revezam na panorâmica,
criando um novo visual ao crepúsculo que se sobrepõe à luz solar.
Um vento frio esparge nuvens, dando lugar às constelações e o breu
que cobre minha cabeça.
Indiscutivelmente o outono chegou.
quinta-feira, março 23, 2006
SOPRO
Os sentidos afloram na mesma medida que ele chega.
Se aproxima, põe a mão gentilmente no meu ombro,
Me abraça com carinho e me beija docemente.
Ainda que o contato inicial seja aparentemente singelo,
No coração e no corpo o instinto brota.
De tal forma avassalador e animal, quanto o que ele diz
Na minha orelha e transporta o ponto G para um paraíso de
Palavras impublicáveis.
Os sentidos afloram na mesma medida que ele chega.
Se aproxima, põe a mão gentilmente no meu ombro,
Me abraça com carinho e me beija docemente.
Ainda que o contato inicial seja aparentemente singelo,
No coração e no corpo o instinto brota.
De tal forma avassalador e animal, quanto o que ele diz
Na minha orelha e transporta o ponto G para um paraíso de
Palavras impublicáveis.
sábado, fevereiro 25, 2006
VÔO II
Por um instante, num átimo, no segundo em que se abraçaram,
Naquele momento, na hora que os corpos se uniram, se tocaram,
pedaço com pedaço, estruturas se fundiram:
Dessa vez o vôo foi duplo.
Por um instante, num átimo, no segundo em que se abraçaram,
Naquele momento, na hora que os corpos se uniram, se tocaram,
pedaço com pedaço, estruturas se fundiram:
Dessa vez o vôo foi duplo.
sábado, fevereiro 18, 2006
VÔO
Faz força, rompe as barreiras, se desfaz das amarras.
Depois liberta, faz mais força, dessa vez para se livrar da viscosidade,
abre as asas, bate as mesmas, vai largando o que impede seu lançamento no espaço.
E tal como pluma que flutua pelo ar, voa para o alto, para a vida, circunda o jardim, salpicando o verde de colorido.
Tal como ela, volto a voar.
Faz força, rompe as barreiras, se desfaz das amarras.
Depois liberta, faz mais força, dessa vez para se livrar da viscosidade,
abre as asas, bate as mesmas, vai largando o que impede seu lançamento no espaço.
E tal como pluma que flutua pelo ar, voa para o alto, para a vida, circunda o jardim, salpicando o verde de colorido.
Tal como ela, volto a voar.
sábado, dezembro 31, 2005
2006

Que o próximo ano seja fluido como o bater de asas,
num vôo solo pela atmosfera colorida,
transformando o estagnado e permitindo uma nova vida.
Que o próximo ano seja fluido como o bater de asas,
num vôo solo pela atmosfera colorida,
transformando o estagnado e permitindo uma nova vida.
segunda-feira, dezembro 05, 2005
Ela se desfez dos últimos pertences.
Os deixou lentamente sobre a cômoda.
Despiu-se do leque, das luvas e da roupa dourada.
A lingerie também era do mesmo tom.
Gostava da meia sete oitavos ouro que acompanhava a cinta liga de mesma cor.
Permaneceu seminua em frente ao espelho.
Ninguém ali a conhecia e por isso mesmo havia se revelado por inteira.
Um tom escarlate ainda cobria seu rosto, tamanha a agitação da dança.
Lembrou do homem moreno de máscara, seu rosto forte, suas mãos determinadas.
Seus olhos miraram-se muitas vezes durante o encontro.
Neles havia cumplicidade, ainda que palavra alguma tenha sido dita.
Ela continuou sua peregrinação na memória e parou novamente em frente ao espelho.
Mirava-se, olhou-se de perfil, de costas, gostava dos ângulos perfeitos que a imagem refletia.
Sentia-se inteira naquele encontro pessoal e intransferível.
Faltava ainda um detalhe, o mais significativo, muito além da face que havia se retido por detrás do artefato.
Ali, diante da miragem refletida, era alguém incógnita, alguém sem rosto, sem alma e quiçá sem coração.
Completamente entregue a sensação, tirou de uma só vez, a pôs junto aos outros pertences:
A máscara dourada havia perdido seu propósito, voltado a ser um simples objeto de decoração e tal como os outros objetos voltaria para o fundo do baú e quem sabe um dia poderia retornar e com ela sua natureza selvagem e indomesticada.
Os deixou lentamente sobre a cômoda.
Despiu-se do leque, das luvas e da roupa dourada.
A lingerie também era do mesmo tom.
Gostava da meia sete oitavos ouro que acompanhava a cinta liga de mesma cor.
Permaneceu seminua em frente ao espelho.
Ninguém ali a conhecia e por isso mesmo havia se revelado por inteira.
Um tom escarlate ainda cobria seu rosto, tamanha a agitação da dança.
Lembrou do homem moreno de máscara, seu rosto forte, suas mãos determinadas.
Seus olhos miraram-se muitas vezes durante o encontro.
Neles havia cumplicidade, ainda que palavra alguma tenha sido dita.
Ela continuou sua peregrinação na memória e parou novamente em frente ao espelho.
Mirava-se, olhou-se de perfil, de costas, gostava dos ângulos perfeitos que a imagem refletia.
Sentia-se inteira naquele encontro pessoal e intransferível.
Faltava ainda um detalhe, o mais significativo, muito além da face que havia se retido por detrás do artefato.
Ali, diante da miragem refletida, era alguém incógnita, alguém sem rosto, sem alma e quiçá sem coração.
Completamente entregue a sensação, tirou de uma só vez, a pôs junto aos outros pertences:
A máscara dourada havia perdido seu propósito, voltado a ser um simples objeto de decoração e tal como os outros objetos voltaria para o fundo do baú e quem sabe um dia poderia retornar e com ela sua natureza selvagem e indomesticada.
terça-feira, novembro 22, 2005
Tateiam o desconhecido,
por entre curvas, sinuosos vales, tecidos macios.
Descobrem universos e recônditos,
na incursão pelo sensorial.
Deslizando, apalpando, apertando, tomando,
embriagando os sentidos, o tato.
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