sábado, setembro 03, 2005

"A cidade se agita num compasso inebriante, tanta loucura
um calor esquisito que invade meu corpo, talvez seja uma
uma onda que quebra no calor da tarde e sobe na espuma

Sou viciado em mar, em maresia
dia e noite, dia e noite, noite e dia

Quero te convidar pra um happy hour à beira mar
Eu quero te convidar... "

Simoninha

quarta-feira, agosto 24, 2005

sexta-feira, agosto 19, 2005

PLENILÚNIO DE LEÃO



O mar se cobria de amarelo, aquecendo o restante do ambiente.
O fogo primaveril clareava suas madeiras rubras.
Sorriso embevecido pela temperatura do momento.
Arrepio que eriça pêlos, seios, a alma.

terça-feira, agosto 09, 2005

ZÍNGARA

Esmeralda era seu nome.
Os cabelos negros como a graúna.
Os olhos de um castanho tão profundo que hipnotizava.
Um ar de majestade e ao mesmo tempo mistério.
Ela nunca dizia o que ia acontecer.
Preferia sempre ler a mão dos outros e largar no ar as interrogações.
Talvez dessa forma, conseguisse deixar o destino correr livre.
Livre como ela sempre se sentiu. De lugar nenhum.
Alma desprovida de grilhões, certa de que o futuro estava em cada passada,
em cada lugar desconhecido que punha os pés.
Em situações cerimoniais colocava um lenço nos cabelos, como sinal de respeito.
Sempre foi invejada e ao mesmo tempo cobiçada.
Mas, acima de tudo, fazia somente o que o seu coração ditava.
Por isso mesmo, sentia-se plena e feliz.
Mas, diante de um cortejo, de violinos e pessoas de sua tribo,
colocava sua roupa coberta de vermelho.
O fogo e a saia se confundiam. Rubra também a face.
No enleio desenvolvido pela dança, espetáculo de rara beleza.
Nas ondulações de seus passos, a lemniscata.

sexta-feira, agosto 05, 2005

AGOSTO

Ela buscou no oráculo respostas.
Em vão a pitonisa se entregou ao ar que exalava,
mas nada modificava o estado de caos que imperava no lugar.
O reino havia se rendido a uma antiga maldição lançada,
que culminou com a falta de felicidade na região.
Ninguém conseguia desfazer o feitiço e, ela, como sacerdotisa,
acreditava ser capaz de transformar a sensação de vazio que tomava a todos.
Diante de um velho livro, leu uma receita, uma poção que talvez trouxesse a harmonia perdida.
Nas linhas da poção um artifício quase impossível de ser achado: um escorpião de ouro.
Recorreu ao mais bravo cavaleiro e pediu que fosse atrás do animal.
Ele se cercou das armas mais poderosas que possuía, mas ela deu-lhe uma especial: um átame.
Loth era seu nome e saiu em busca do escorpião. Cavalgou por outros reinos, brigou com os mais temíveis inimigos, ultrapassou as fronteiras da sanidade e nada...
Até que um belo dia, diante de uma verde colina, avistou uma cabana abandonada.
Seguiu firme até ela. Lá, diante de um céu azul ouviu um barulho, virou-se e diante de seus olhos surgiu um velho decrépito: imundo, com roupas rasgadas, uma profusão de rugas em seu rosto.
Ele indagou o que o cavaleiro buscava. E ele respondeu que estava atrás de um escorpião dourado.
O velho disse que sabia onde estava, mas para isso era preciso que ele entrasse numa caverna e saísse ileso de lá. Só assim, encontraria o que buscava.
O jovem entrou na caverna, deparou-se com uma sombra sem alma e sem rosto, na verdade a imagem assemelhava-se ao que ele sempre teve medo: sua essência negra.
Lutou com as armas que possuía, mas nada surtia efeito, a sombra o lançava para todos os lados, sem piedade. Quase desfalecido e exausto, olhou para sua cintura e viu o punhal.
Abriu um círculo, desenhou o pentagrama e chamou a sombra para a luta.
Quando o vulto entrou no círculo, se desfez.
Então, Loth saiu da caverna e encontrou o velho.
Ainda suado da batalha, questionou onde estava o objeto de sua procura.
O velho tocou seu coração com suas mãos encardidas e diante de seus olhos,
surgiu o objeto dourado.
Imediatamente ele voltou a galopar por todas as colinas, atravessando reinos até chegar a sua terra natal.
Entrou esbaforido no Oráculo, ajoelhou-se diante da Pitonisa e entregou o escorpião.
E, assim, como num passe de mágica, o reino de Escol voltou a ser feliz e ter paz.

segunda-feira, julho 25, 2005

CINEMA É A MAIOR DIVERSÃO II

Como falar em cinema e não lembrar dela, maravilhosa, Rita Hayworth. Então, pra dar continuidade à brincadeira iniciada pela amiga Li Stoducto, vamos as respostas:


1. Melhores filmes dos últimos anos:

The Hunger
Snatch
Magnólia
Vanilla Sky
Matrix (a trilogia)
Clube da Luta
Delikatessen
As Pontes de Madison
O Advogado do Diabo
Star Wars III

2. Filme da vida:

Matrix


3. Atores com "pujança"

Clint Eastwood

Robert de Niro

Jack Nicholson

Dustin Hoffman

Morgan Freeman

Anthony Hopkins

Denzel Washington


4. Atrizes de mão cheia

Meryl Streep

Susan Sarandon

Jodie Foster


5. O meu musical:

The Phantom of the Opera


6. Realizador(es) com r grande:

Stanley Kubrick
Pedro Almodóvar
Alfred Hitchcock
Woody Allen
Federico Fellini
Charle Chaplin

quinta-feira, julho 21, 2005



"A busca científica é uma entrega ao mistério maiúsculo, é essencialmente espiritual. Nessa procura, que você faz às cegas, apalpando o desconhecido, você está inventando o que significa ser você. Somos todos feitos de estrelas. Todo o carbono, o manganês, o cálcio que tem em seu corpo vieram de uma supernova que explodiu perto da nebulosa solar há 5 bilhões de anos. Quando você se coloca como um ser cósmico, a perda se transforma em algo mais aceitável porque é a lei do Universo. Quando você destrói alguma coisa, outra é criada".

Marcelo Gleiser

segunda-feira, julho 18, 2005

ESTÁTUA

Ele chegou e estancou: uma estátua de bronze, reluzente.
Os olhos pareciam vivos, cintilavam ao encontrar os seus.
Fixos, eles o seguiam onde quer que ia.
Andou por todo o salão e retornou a ela.
Imóvel, parecia ter vida.
Tinha a nítida sensação de que uma ação mais brusca lhe traria ar aos pulmões.
Aproximou seu corpo quente daquela massa metálica,
grudou seu sexo no dela, hipnotizado, abraçou-a.
Deixou que a temperatura se igualasse.
Colou seu rosto no dela, sentiu seu perfume ocre.
Encostou seus lábios no dela.
E no instante seguinte, envolto naquele ardor, embevecido pelas sensações,
ela cravou as unhas em suas costas, penetrou fundo suas entranhas.
Uma dor lancinante percorreu todo seu corpo, ele sem ar, atônito, olhos arregalados.
Ela, cheia de si, esfregou seu sangue na parede...