JANELA
A cortina rosa dava o tom do momento,
acariciada pelo vento, riscava no céu a lemniscata, o infinito.
Iansã soprava tempestade, a única que une
os amantes, os enamorados.
E você atrás de mim, tomava a paisagem, a vida, aquele instante.
quarta-feira, outubro 26, 2005
sábado, outubro 15, 2005
REVOLUÇÃO SOLAR

Acompanho o rastro de perfume e a suavidade de borboletas. Devaneios, volitando em estado ainda letárgico, mas pronta para os próximos trezentos e sessenta e cinco dias do Ano Novo que hoje começa para mim. Revolução Solar dirigida pelos espíritos do vento, imortalizando a delicadeza e a vontade de seguir em frente, cheia de vida. Renasço em mais uma primavera.
Acompanho o rastro de perfume e a suavidade de borboletas. Devaneios, volitando em estado ainda letárgico, mas pronta para os próximos trezentos e sessenta e cinco dias do Ano Novo que hoje começa para mim. Revolução Solar dirigida pelos espíritos do vento, imortalizando a delicadeza e a vontade de seguir em frente, cheia de vida. Renasço em mais uma primavera.
domingo, outubro 09, 2005
LIBRIANAMENTE FALANDO
O sol escaldante e suor que escorre pela face.
Um calor abrasador, cercado de sensações.
Essas que só ele conhece.
Vulcão que mescla cores, sabores e delícias.
Lambidas, comidas, texturas, paladar.
Inferno que me deixa astral e sopra auspícios.
Ele me ama, me toma, me toca e me possui.
Mas, mal sabe ele, que eu amo.
Talvez de uma maneira despretensiosa e por isso mesmo, feliz.
Não digo, só os olhos transbordam, exprimem, o quanto me faz assim, inteira.
Outubro ergue os braços, encanta librianos, desafia meus leões.
Ainda falta uns dias, mas ainda assim, só quem mistura e conhece o mistério
de Tirésias entende o que vai numa alma masculina.
Ainda que eu seja yang...
O sol escaldante e suor que escorre pela face.
Um calor abrasador, cercado de sensações.
Essas que só ele conhece.
Vulcão que mescla cores, sabores e delícias.
Lambidas, comidas, texturas, paladar.
Inferno que me deixa astral e sopra auspícios.
Ele me ama, me toma, me toca e me possui.
Mas, mal sabe ele, que eu amo.
Talvez de uma maneira despretensiosa e por isso mesmo, feliz.
Não digo, só os olhos transbordam, exprimem, o quanto me faz assim, inteira.
Outubro ergue os braços, encanta librianos, desafia meus leões.
Ainda falta uns dias, mas ainda assim, só quem mistura e conhece o mistério
de Tirésias entende o que vai numa alma masculina.
Ainda que eu seja yang...
sábado, setembro 03, 2005
"A cidade se agita num compasso inebriante, tanta loucura
um calor esquisito que invade meu corpo, talvez seja uma
uma onda que quebra no calor da tarde e sobe na espuma
Sou viciado em mar, em maresia
dia e noite, dia e noite, noite e dia
Quero te convidar pra um happy hour à beira mar
Eu quero te convidar... "
Simoninha
um calor esquisito que invade meu corpo, talvez seja uma
uma onda que quebra no calor da tarde e sobe na espuma
Sou viciado em mar, em maresia
dia e noite, dia e noite, noite e dia
Quero te convidar pra um happy hour à beira mar
Eu quero te convidar... "
Simoninha
quarta-feira, agosto 24, 2005
sexta-feira, agosto 19, 2005
PLENILÚNIO DE LEÃO

O mar se cobria de amarelo, aquecendo o restante do ambiente.
O fogo primaveril clareava suas madeiras rubras.
Sorriso embevecido pela temperatura do momento.
Arrepio que eriça pêlos, seios, a alma.
O mar se cobria de amarelo, aquecendo o restante do ambiente.
O fogo primaveril clareava suas madeiras rubras.
Sorriso embevecido pela temperatura do momento.
Arrepio que eriça pêlos, seios, a alma.
terça-feira, agosto 09, 2005
ZÍNGARA
Esmeralda era seu nome.
Os cabelos negros como a graúna.
Os olhos de um castanho tão profundo que hipnotizava.
Um ar de majestade e ao mesmo tempo mistério.
Ela nunca dizia o que ia acontecer.
Preferia sempre ler a mão dos outros e largar no ar as interrogações.
Talvez dessa forma, conseguisse deixar o destino correr livre.
Livre como ela sempre se sentiu. De lugar nenhum.
Alma desprovida de grilhões, certa de que o futuro estava em cada passada,
em cada lugar desconhecido que punha os pés.
Em situações cerimoniais colocava um lenço nos cabelos, como sinal de respeito.
Sempre foi invejada e ao mesmo tempo cobiçada.
Mas, acima de tudo, fazia somente o que o seu coração ditava.
Por isso mesmo, sentia-se plena e feliz.
Mas, diante de um cortejo, de violinos e pessoas de sua tribo,
colocava sua roupa coberta de vermelho.
O fogo e a saia se confundiam. Rubra também a face.
No enleio desenvolvido pela dança, espetáculo de rara beleza.
Nas ondulações de seus passos, a lemniscata.
Esmeralda era seu nome.
Os cabelos negros como a graúna.
Os olhos de um castanho tão profundo que hipnotizava.
Um ar de majestade e ao mesmo tempo mistério.
Ela nunca dizia o que ia acontecer.
Preferia sempre ler a mão dos outros e largar no ar as interrogações.
Talvez dessa forma, conseguisse deixar o destino correr livre.
Livre como ela sempre se sentiu. De lugar nenhum.
Alma desprovida de grilhões, certa de que o futuro estava em cada passada,
em cada lugar desconhecido que punha os pés.
Em situações cerimoniais colocava um lenço nos cabelos, como sinal de respeito.
Sempre foi invejada e ao mesmo tempo cobiçada.
Mas, acima de tudo, fazia somente o que o seu coração ditava.
Por isso mesmo, sentia-se plena e feliz.
Mas, diante de um cortejo, de violinos e pessoas de sua tribo,
colocava sua roupa coberta de vermelho.
O fogo e a saia se confundiam. Rubra também a face.
No enleio desenvolvido pela dança, espetáculo de rara beleza.
Nas ondulações de seus passos, a lemniscata.
sexta-feira, agosto 05, 2005
AGOSTO
Ela buscou no oráculo respostas.
Em vão a pitonisa se entregou ao ar que exalava,
mas nada modificava o estado de caos que imperava no lugar.
O reino havia se rendido a uma antiga maldição lançada,
que culminou com a falta de felicidade na região.
Ninguém conseguia desfazer o feitiço e, ela, como sacerdotisa,
acreditava ser capaz de transformar a sensação de vazio que tomava a todos.
Diante de um velho livro, leu uma receita, uma poção que talvez trouxesse a harmonia perdida.
Nas linhas da poção um artifício quase impossível de ser achado: um escorpião de ouro.
Recorreu ao mais bravo cavaleiro e pediu que fosse atrás do animal.
Ele se cercou das armas mais poderosas que possuía, mas ela deu-lhe uma especial: um átame.
Loth era seu nome e saiu em busca do escorpião. Cavalgou por outros reinos, brigou com os mais temíveis inimigos, ultrapassou as fronteiras da sanidade e nada...
Até que um belo dia, diante de uma verde colina, avistou uma cabana abandonada.
Seguiu firme até ela. Lá, diante de um céu azul ouviu um barulho, virou-se e diante de seus olhos surgiu um velho decrépito: imundo, com roupas rasgadas, uma profusão de rugas em seu rosto.
Ele indagou o que o cavaleiro buscava. E ele respondeu que estava atrás de um escorpião dourado.
O velho disse que sabia onde estava, mas para isso era preciso que ele entrasse numa caverna e saísse ileso de lá. Só assim, encontraria o que buscava.
O jovem entrou na caverna, deparou-se com uma sombra sem alma e sem rosto, na verdade a imagem assemelhava-se ao que ele sempre teve medo: sua essência negra.
Lutou com as armas que possuía, mas nada surtia efeito, a sombra o lançava para todos os lados, sem piedade. Quase desfalecido e exausto, olhou para sua cintura e viu o punhal.
Abriu um círculo, desenhou o pentagrama e chamou a sombra para a luta.
Quando o vulto entrou no círculo, se desfez.
Então, Loth saiu da caverna e encontrou o velho.
Ainda suado da batalha, questionou onde estava o objeto de sua procura.
O velho tocou seu coração com suas mãos encardidas e diante de seus olhos,
surgiu o objeto dourado.
Imediatamente ele voltou a galopar por todas as colinas, atravessando reinos até chegar a sua terra natal.
Entrou esbaforido no Oráculo, ajoelhou-se diante da Pitonisa e entregou o escorpião.
E, assim, como num passe de mágica, o reino de Escol voltou a ser feliz e ter paz.
Ela buscou no oráculo respostas.
Em vão a pitonisa se entregou ao ar que exalava,
mas nada modificava o estado de caos que imperava no lugar.
O reino havia se rendido a uma antiga maldição lançada,
que culminou com a falta de felicidade na região.
Ninguém conseguia desfazer o feitiço e, ela, como sacerdotisa,
acreditava ser capaz de transformar a sensação de vazio que tomava a todos.
Diante de um velho livro, leu uma receita, uma poção que talvez trouxesse a harmonia perdida.
Nas linhas da poção um artifício quase impossível de ser achado: um escorpião de ouro.
Recorreu ao mais bravo cavaleiro e pediu que fosse atrás do animal.
Ele se cercou das armas mais poderosas que possuía, mas ela deu-lhe uma especial: um átame.
Loth era seu nome e saiu em busca do escorpião. Cavalgou por outros reinos, brigou com os mais temíveis inimigos, ultrapassou as fronteiras da sanidade e nada...
Até que um belo dia, diante de uma verde colina, avistou uma cabana abandonada.
Seguiu firme até ela. Lá, diante de um céu azul ouviu um barulho, virou-se e diante de seus olhos surgiu um velho decrépito: imundo, com roupas rasgadas, uma profusão de rugas em seu rosto.
Ele indagou o que o cavaleiro buscava. E ele respondeu que estava atrás de um escorpião dourado.
O velho disse que sabia onde estava, mas para isso era preciso que ele entrasse numa caverna e saísse ileso de lá. Só assim, encontraria o que buscava.
O jovem entrou na caverna, deparou-se com uma sombra sem alma e sem rosto, na verdade a imagem assemelhava-se ao que ele sempre teve medo: sua essência negra.
Lutou com as armas que possuía, mas nada surtia efeito, a sombra o lançava para todos os lados, sem piedade. Quase desfalecido e exausto, olhou para sua cintura e viu o punhal.
Abriu um círculo, desenhou o pentagrama e chamou a sombra para a luta.
Quando o vulto entrou no círculo, se desfez.
Então, Loth saiu da caverna e encontrou o velho.
Ainda suado da batalha, questionou onde estava o objeto de sua procura.
O velho tocou seu coração com suas mãos encardidas e diante de seus olhos,
surgiu o objeto dourado.
Imediatamente ele voltou a galopar por todas as colinas, atravessando reinos até chegar a sua terra natal.
Entrou esbaforido no Oráculo, ajoelhou-se diante da Pitonisa e entregou o escorpião.
E, assim, como num passe de mágica, o reino de Escol voltou a ser feliz e ter paz.
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