UMA CARTA A UM AMIGO...
Meu querido amigo, o que posso dizer?
Que o amor é isso aí e um pouco mais.
Masoquismo, dor, flagelo, sofrimento, são palavras duras.
O amor é simples, direto, sem subterfúgios, leve, doce e naturalmente acolhedor. Afaga, mimetiza alma e corpo, neutraliza o que obscurece, o que entristece.
E que vida sem graça teríamos se ele não existisse.
Sofremos porque temos expectativas demais. O amor é simples e natural.
Buscar a felicidade desarvoradamente não é um caminho saudável, acho eu...melhor deixar o vento fazer a parte dele e nos levar a outros lugares, a outras pessoas, a outras percepções e cheiros...
A liberdade caminha ao lado do amor. A confiança também.
Vivemos numa época fast food, onde o que chamam amor não passar de tesão saciado, gozo estabelecido e só. E só.
Amor é maior, muito maior.
Um dia alguém me disse que quando amamos uma pessoa jamais deixamos de amá-la. Na verdade, o amor se perpetuará por toda a vida. Sinto assim.
É isso.
Amo você, do meu jeito.
segunda-feira, abril 27, 2015
domingo, janeiro 25, 2015
As mãos rodopiam,
serpentinas,
suaves,
sincopadas,
flutuam no ar.
Pássaro a abrir as asas,
voo solo nas labaredas
do ser.
De repente, a mão que toca
a viola,
a troca por um ritmo
familiar. A Espanha viva
na alma cigana.
E o poder e o frenesi dominam
o flamenco, num corpo inteiro,
lava espalhada,
volúpia, crepita carmim.
Pés poderosos
sapateado, um só compasso,
duende. Puro frisson.
A minha alma seresteira,
errante, namorada,
bailarina,
dança também!
Foto: Analu Menezes
serpentinas,
suaves,
sincopadas,
flutuam no ar.
Pássaro a abrir as asas,
voo solo nas labaredas
do ser.
De repente, a mão que toca
a viola,
a troca por um ritmo
familiar. A Espanha viva
na alma cigana.
E o poder e o frenesi dominam
o flamenco, num corpo inteiro,
lava espalhada,
volúpia, crepita carmim.
Pés poderosos
sapateado, um só compasso,
duende. Puro frisson.
A minha alma seresteira,
errante, namorada,
bailarina,
dança também!
Foto: Analu Menezes
terça-feira, dezembro 09, 2014
Na madrugada de ontem:
um gato de olhos
esmeralda
espreguiçava sob
o guache vermelho.
Em cima, o céu
bordado de strass.
Selene, encoberta
por uma tênue névoa,
era abraçada pelo
vento fresco que soprava.
um gato de olhos
esmeralda
espreguiçava sob
o guache vermelho.
Em cima, o céu
bordado de strass.
Selene, encoberta
por uma tênue névoa,
era abraçada pelo
vento fresco que soprava.
sábado, outubro 18, 2014
A rosa do tempo
deixou-se perpetuar
entre a palma e os dedos
tocando a pele...
A rosa negra
que faz parte de decor escuro,
direciona o olhar obtuso.
Entre a meia arrastão
entremeia lascidão,
vontade extrema de cortar,
desfiar, rasurar, desmanchar
a trama perfeita...
Negro e cálido pb,
plenitude e poder.
deixou-se perpetuar
entre a palma e os dedos
tocando a pele...
A rosa negra
que faz parte de decor escuro,
direciona o olhar obtuso.
Entre a meia arrastão
entremeia lascidão,
vontade extrema de cortar,
desfiar, rasurar, desmanchar
a trama perfeita...
Negro e cálido pb,
plenitude e poder.
Foto: google imagens
Texto: Analu Menezes
Texto: Analu Menezes

sábado, setembro 27, 2014
segunda-feira, setembro 22, 2014
Ela surpreendeu-se ao mirar o espelho.
Faltava um complemento:
a meia sete oitavos.
Colocou-a, a renda oculta embaixo do vestido.
Somente seria revelada para ele,
na hora em que o casaco fosse aberto.
No momento em que todos os desejos fossem confessados.
Na sua mente inquieta, a noite era só o começo
da madrugada que se estenderia aos seus pés,
dentro dos saltos negros e reluzentes de verniz.
Texto: Analu Menezes
Foto: Artur Politov
Faltava um complemento:
a meia sete oitavos.
Colocou-a, a renda oculta embaixo do vestido.
Somente seria revelada para ele,
na hora em que o casaco fosse aberto.
No momento em que todos os desejos fossem confessados.
Na sua mente inquieta, a noite era só o começo
da madrugada que se estenderia aos seus pés,
dentro dos saltos negros e reluzentes de verniz.
Texto: Analu Menezes
Foto: Artur Politov
A Lua está em leão.
O brilho, o calor, a alegria,
a energia, tempo audaz.
Ardente,
coração valente,
alma caliente,
sujeita a tempestades,
a pura ventania,
a reviravoltas,
a mansidão da calmaria.
Tempo de bravura,
quentura,
alvura.
O ouro,
o amarelo,
o que reluz,
e nem sempre é ouro.
Mas, brilha,
porque fomos feitos pra brilhar.
Texto e Foto: Analu Menezes
O brilho, o calor, a alegria,
a energia, tempo audaz.
Ardente,
coração valente,
alma caliente,
sujeita a tempestades,
a pura ventania,
a reviravoltas,
a mansidão da calmaria.
Tempo de bravura,
quentura,
alvura.
O ouro,
o amarelo,
o que reluz,
e nem sempre é ouro.
Mas, brilha,
porque fomos feitos pra brilhar.
Texto e Foto: Analu Menezes
quarta-feira, setembro 10, 2014
Menino-Deus do corpo diáfano....
leva-me além da esquina do passado,
traga-me o encantamento pueril dos dias descalços,
quando a vida mansa brincava de esconde-esconde
e o máximo que se tinha era a hora de voltar para casa.
Imundo,
pés, às vezes, descalços,
sujos,
mas de alma lavada,
limpa,
inteira,
completa
e feliz.
Texto e Foto: Analu Menezes
leva-me além da esquina do passado,
traga-me o encantamento pueril dos dias descalços,
quando a vida mansa brincava de esconde-esconde
e o máximo que se tinha era a hora de voltar para casa.
Imundo,
pés, às vezes, descalços,
sujos,
mas de alma lavada,
limpa,
inteira,
completa
e feliz.
Texto e Foto: Analu Menezes
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