domingo, maio 24, 2015

À procura de um antigo texto que falasse sobre o café,
onde escrevi uma ode a ele, reli antigos posts e me deu uma vontade
danada de voltar a escrever aqui.
Será que conseguirei todos os dias deixar algumas linhas nesse espaço?
Eu deveria fazer esse exercício, pois é algo que gosto.
E, então, hoje o dia está deslumbrantemente azul, num tom clarinho,
poucas nuvens, um vento gostoso e ameno.
Os mensageiros do vento bailam ao som do movimento que ele faz.
Barulhinho bom.

Ontem, fizeram o evento chamado Show de Talentos.
Foi divertido, mas faltou dança. Faltou poesia. Faltou escultura.
Há que se trazer outros aspectos além da música.
Sim. Eu gosto dela.
Mas, dentro da arte há tantas vertentes, tantas possibilidades...


Daqui a pouco vou na Feira da Amizade, um evento de quinquilharias
e objetos para serem vendidos/ou não, na praça.
Vou andar um pouco, sentir o vento na face.

Foto: google


segunda-feira, abril 27, 2015

UMA CARTA A UM AMIGO...

Meu querido amigo, o que posso dizer?
Que o amor é isso aí e um pouco mais. 
Masoquismo, dor, flagelo, sofrimento, são palavras duras.
O amor é simples, direto, sem subterfúgios, leve, doce e naturalmente acolhedor. Afaga, mimetiza alma e corpo, neutraliza o que obscurece, o que entristece.
E que vida sem graça teríamos se ele não existisse.
Sofremos porque temos expectativas demais. O amor é simples e natural.
Buscar a felicidade desarvoradamente não é um caminho saudável, acho eu...melhor deixar o vento fazer a parte dele e nos levar a outros lugares, a outras pessoas, a outras percepções e cheiros...
A liberdade caminha ao lado do amor. A confiança também.
Vivemos numa época fast food, onde o que chamam amor não passar de tesão saciado, gozo estabelecido e só. E só.
Amor é maior, muito maior. 

Um dia alguém me disse que quando amamos uma pessoa jamais deixamos de amá-la. Na verdade, o amor se perpetuará por toda a vida. Sinto assim.
É isso.
Amo você, do meu jeito.



domingo, janeiro 25, 2015

As mãos rodopiam, 
serpentinas,
suaves,
sincopadas,
flutuam no ar.

Pássaro a abrir as asas,
voo solo nas labaredas
do ser.

De repente, a mão que toca
a viola,
a troca por um ritmo
familiar. A Espanha viva
na alma cigana.

E o poder e o frenesi dominam
o flamenco, num corpo inteiro,
lava espalhada,
volúpia, crepita carmim.

Pés poderosos
sapateado, um só compasso,
duende. Puro frisson.

A minha alma seresteira,
errante, namorada,
bailarina,
dança também! 


Foto: Analu Menezes 


terça-feira, dezembro 09, 2014

Na madrugada de ontem:
um gato de olhos
esmeralda
espreguiçava sob
o guache vermelho. 
Em cima, o céu
bordado de strass.
Selene, encoberta
por uma tênue névoa,
era abraçada pelo
vento fresco que soprava.



sábado, outubro 18, 2014

A rosa do tempo
deixou-se perpetuar
entre a palma e os dedos
tocando a pele...
A rosa negra
que faz parte de decor escuro,
direciona o olhar obtuso.
Entre a meia arrastão
entremeia lascidão,
vontade extrema de cortar,
desfiar, rasurar, desmanchar
a trama perfeita...
Negro e cálido pb,
plenitude e poder.
Foto: google imagens
Texto: Analu Menezes

sábado, setembro 27, 2014

O
bem
te
vi.
Vi
o
bem
em
ti.
A dança do acasalamento
do bem-te-vi.


segunda-feira, setembro 22, 2014

Ela surpreendeu-se ao mirar o espelho.
Faltava um complemento:
a meia sete oitavos.
Colocou-a, a renda oculta embaixo do vestido.
Somente seria revelada para ele,
na hora em que o casaco fosse aberto.
No momento em que todos os desejos fossem confessados.
Na sua mente inquieta, a noite era só o começo
da madrugada  que se estenderia  aos seus pés,
dentro dos saltos negros e reluzentes de verniz.

Texto: Analu Menezes
Foto: Artur Politov



A Lua está em leão.
O brilho, o calor, a alegria,
a energia, tempo audaz.

Ardente, 
coração valente,
alma caliente,
sujeita a tempestades,
a pura ventania,
a reviravoltas,
a mansidão da calmaria.

Tempo de bravura,
quentura,
alvura.

O ouro,
o amarelo,
o que reluz,
e nem sempre é ouro.
Mas, brilha,
porque fomos feitos pra brilhar.


Texto e Foto: Analu Menezes