Após um período de distanciamento e clausura, ela consegue sair de si mesma e alçar um novo vôo. Voa pelas asas das sílfides e se abastece da poeira cósmica, a fim de transpor os véus escuros que a prendiam. Encontra apoio na sacerdotisa que a abençoa com uma nova roupagem: a armadura de gaia. Através do artefato ganha força e poder, capaz de destruir seu velho inimigo, o mesmo que a prendeu por tanto tempo. No contato e renascimento se depara com uma das servas de Pan, uma dríade de orelhas pontudas. Em contraste com as estrelas, resplandece tal como o sol, irradiando a energia de uma nova vida. Por Analu Menezes
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23:47
Quarta-feira, Outubro 01, 2008
LIBRA
Pela égide da constelação de Libra, vibram cordas tão perfeitas e tenazes que mesmo o peso na balança imprecisa se equilibra. Clama Vênus ao céu astral a harmonia ainda desconhecida, quando entre a virgem despida e inaudita, ouve-se o escorpião que grita pelo veneno da vida. Libra, então, expõe seu modo idealista, seu charme e seu bom gosto e diz calmamente com voz aflita: se um dos pratos da balança afaga o coração foguista; o outro ergue a afiada espada da mente, quedando as ilusões sofridas. O privilégio é tanto, que do braço marcial erguido e infalível em juízo, vê-se a deusa com os pés descalços subindo os degraus do coração mais livre, o do artista. E dos vãos eqüidistantes do templo da harmonia, a beleza passeando alegremente, e ora distraída, absorve os sentidos mortais e os cativa, que se o mundo é em parte requintado, é graças aos nativos de Libra. Se somos em existência partilhada na onipresença desse ar que respiramos a vida: a igualdade é a vocação mais bonita. (Carlos Costa) Por Analu Menezes
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14:38
Quarta-feira, Setembro 10, 2008
Os gregos diziam que se maravilhar é o primeiro passo no caminho da sabedoria e que, quando deixamos de nos maravilhar estamos em perigo de deixar de saber.
A vida e suas surpresas inesperadas. E não é que na minha sempre acontece? Quando a gente menos espera, quando está desligada, até mesmo distante, aquém de pessoas que representam algo especial em nossa vivência e, de repente....tcham tcham tcham...trazem um brilho especial ao cotidiano previsível. E eu amo essa imprevisibilidade dos acontecimentos, quando uma nova onda se mistura e traz tonalidades vibrantes ao que era previsível. Duas máscaras que remontam Veneza, uma paixão inigualável que em meus sonhos acalento um dia visitar antes que a cheia do mar suma com sua beleza medieval, instalando personas alegres em minha imaginação. E os cristais dependurados em cascata, irradiando as cores do arco-íris e inundando o spectro do dia. Beleza pura. Criatividade o tempo todo. Agradeço a lembrança, agradeço o carinho e principalmente, a sua amizade. Por Analu Menezes
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18:40
Segunda-feira, Janeiro 14, 2008
ABSOLVENDO O AMOR
Duas historinhas que envolvem o amor. Uma mulher namora um príncipe encantado por dois meses e então descobre que ele não é príncipe porcaria nenhuma, e sim um bobalhão que não soube equalizar as diferenças e sumiu no mundo sem se despedir. Mais um, segundo ela. São todos assim, os homens. Ela resmunga que não dá mesmo pra acreditar no amor. Peraí. Por que o amor tem que levar a culpa por esses desencontros? Que a princesa não acredite mais no Pedro, no Paulo ou no Pafúncio, vá lá, mas responsabilizar o amor pelo fim de uma relação e não querer mais se envolver com ninguém é preguiça de continuar vivendo. Não foi o amor que caiu fora. Aliás, ele talvez nem tenha entrado nessa história. Quando entra, é para contribuir, para apimentar, para dar sabor, para fazer feliz. Se o relacionamento não dá certo, ou dá certo por um determinado tempo e depois acaba, o amor merece um aperto de mãos, um muito obrigado e até a próxima. Fique com o cartão dele, com os contatos todos, você vai chamá-lo de novo, vai precisar de seus serviços, esteja certa. Dispense namorados, mas não dispense o amor, porque ele estará sempre a postos. Viver sem amor para sempre é azar ou incompetência. Mas não pode ser uma escolha, nunca. Escolher não amar é suicídio simbólico, é não ter razão para existir. Não me venha falar de amigos e filhos e cachorros, essas compensações amorosas sofisticadas, mas diferentes. Estamos falando de homens e mulheres que não se conhecem até um dia, uau. Acontece.[...]"
(Martha Medeiros - Jornal O Globo, Revista O Globo pág.:18 - 13/02/08) Por Analu Menezes
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13:05
Domingo, Novembro 18, 2007
O escorpião, movendo-se na poeira cósmica de uma massa escura e luminosa, oculta seu interior vulcânico de paixões. Embora, na forja abissal de suas entranhas revele-se o céu alquímico e transformador de tudo; e de suas metades, o sexo e a morte, nasce a flor nua e púrpura da vida, o desejo. “Acaso a luz cumpre sua promessa em função de alguma vontade mortal?” , exaspera escorpião. Façamos um trato diante do fogo e de suas razões. Queimemos nossas próprias dúvidas para sermos menos dependentes e mais atuantes. E lembremo-nos, escrúpulos demasiados detém o processo criativo e toda a realização se perde no deserto híbrido de gelo e fogo da estagnação.
"A solidão esta no quadrante do cais. Dias frios, um vago um vão Mas logo seremos no ar A vela solta o navegar Sonhos, encantamentos Calor de todos os elementos Esotéricos ventos lambendo hímen ondas Nirvana do mundo amarelo. Teremos o elo inseparável da noite Mar de diamantes a luz de vela Estrela de rima mais bela Um fim da solidão Que a pele revela"
Quero o tempo de um embaralhar de folhas, as soltas, as presas, as que vou escrevendo lentamente. Não tenho pressa, só sensação de vento e vida. Por Analu Menezes
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17:24