terça-feira, dezembro 17, 2013

Nostálgica como o cheiro do vinho tinto,
nas raspas de limão, na amendoeira que ladeia a rua,
no sabor de caramelo e infância...
Sim, nessa madrugada você faz aniversário.
Só posso desejar sempre felicidades.
Como eu te disse na despedida:
eu sempre vou amar você.



terça-feira, outubro 15, 2013


Ela sorria, desviava o olhar,
sabia que ele a queria.
Naquele exato momento, 
em que o foco se fixava nela,
onde ele ajustava a máquina...
Continuava a fingir que não era com ela,
sabia o que ele queria,
mas não se sentia totalmente confortável com o olhar dele...
O olhar que ia além do físico,
que perscrutava sua alma,
devassava suas dores,
a lembrava de alguém que tinha amado muito.
E, por isso, tinha medo, muito medo.
O olhar dele trazia essas lembranças,
histórias que talvez a tenham marcado para toda a vida...
E, por mais que evitasse, elas sempre existiriam em sua alma,
agora não a devastavam mais,
mas sinalizavam a intensidade do amor vivido.
Ainda assim, naquela gôndola,
displicentemente confortável,
ela sabia o que a esperava...
Naquele instante,
naquela foto que ele fez.

Foto: Luciano Bianconi

domingo, outubro 13, 2013

Tenho pensado intensamente em você.
Agora não sinto mais tristeza e nem choro mais.
Te dizer que não sinto saudades do "ei", é mentira.
Talvez porque a gente se acostume com determinadas
situações, pessoas e horas, dias...vai saber.
De uma maneira muito estranha você chegou,
eu te achei, nós nos achamos, sei lá...
Coisas que já me aconteceram por aqui e que
nem sei explicar racionalmente, porque não há
explicação racional.
Sei que num mundo feito de energia, as eletrônicas,
as nossas próprias usinas, acabam por trazer para perto
aquilo que emanamos, como um enorme radar...
Será que eu tenho predileção por pessoas fora do normal?
Que não se adequem a padrões?
Que sonham com bunkers?
Que me fazem acreditar que sou da família?
Que me tomam de tal maneira, energeticamente falando,
que parece até que nos conhecíamos anteriormente?
Vai saber...racionalmente nunca vou.
Bom, mas isso tudo é pra te dizer, se é que ainda me lê,
se é que ainda vem até aqui, que esses dias pensei muito em você.
Aleatoriamente, sem vontade, você veio na minha mente e, é lógico,
lembrei de nossa trajetória juntos...
Pus seu nome pra ver se tinha me desbloqueado...nada.
Meu querido, a vida é tão curta.
Espero que um dia você aprenda a ser mais flexível...
Sinto que sente saudades de mim.
Reflita.
Não há motivo para se endurecer assim...
Fazemos escolhas o tempo todo.
Pense nisso.
Se sente saudade de mim, mude a estação,
sintonize-se comigo outra vez...

terça-feira, setembro 24, 2013

Os braços são asas,
coloridas de púrpura e ouro.
Asas que lançam a mente no espaço infinito,
onde não há cor, luz.

Uma imensidão...

Os sentidos a levam a outro lugar,
um mar de energias sem peso,
leve,
flutuante.

Essa atmosfera escura,
iluminada pelos sentidos,
transcende e a lança num êxtase
que está aquém de qualquer
sensação mundana conhecida.

Foto: Sebastia Bonet Palmer

sexta-feira, setembro 20, 2013

Era clara,
a treliça.
A que velava a luz,
escondia você.

Era clara,
a treliça.
Puro deslumbre,
sensual,
ofuscado.

Era branca,
a treliça.
A que lentamente
revelava seu corpo,
inteiro,
nu.


quinta-feira, setembro 12, 2013

Quando a alma está à flor da pele,
a boca pede beijo,
o corpo deseja corpo,
o sexo pede sexo,
o amor pulsa no meu,
no seu, 
no nosso
coração!

terça-feira, setembro 10, 2013

Chronos e Hermes

Eu leio, leio e leio.
E continuo não entendendo isso.
Porque será que as pessoas vivem com esse discurso de que com a idade já sabe ou aprendeu tal coisa que com a idade anterior não?
Acho isso tão estranho...
Eu me vejo daqui a algumas décadas, mas não nessa neura de sabedoria e conhecimento, até porque não vai ser mais algumas décadas que me porá sábia ou professora de nada. Talvez, porque eu não encare a vida dessa maneira e não me arrependa de nada que fiz.
Faria tudo outra vez.
Amaria desmedidamente, como amei.
E amarei novamente e sempre.
Sei lá, acho isso tão estranho. Esse discurso tão cheio de certezas....
Certeza de que?
Sabedoria por conta dos anos vividos?
Sei, não.
Vou viver mais sei lá quantos anos e estarei sempre me pondo como uma aprendiz, até porque não tenho a obrigação de ser professora de nada. Não quero esse título para mim. Detesto essa retórica do "eu sei tudo, porque já vivi isso". Caramba, e as pessoas não tem o direito de viver as próprias experiências e de uma maneira diferente da que você viveu?
Discurso narcisóide da velhice?!
Valha-me!
Que Chronos me proteja até o fim dos meus dias, que Hermes me leve sempre a voar, cada vez mais alto e que eu possa sempre vislumbrar horizontes ainda não explorados, como uma criança ao mirar pela primeira vez algo que ela sempre quis...



terça-feira, setembro 03, 2013

súcubus

Sou eu, sou eu que não durmo,
vivo livre em seus sonhos, 
como súcubus a profanar seu corpo,
sua alma, suas entranhas.

Bebo dos seus líquidos,

você se encharca do meu sangue
e juntos dançamos um ballet 
interminável de prazer e gozo.








quarta-feira, agosto 21, 2013

Eu gosto de comer o que é belo...literalmente, ou só com os olhos. :D


sábado, agosto 17, 2013

Ele para, espreita,
observa e dá um tempo.
Na verdade, não tem pressa.
A pressa é em entender o que pulsa em seu coração
de  maneira tão avassaladora.
A história que se desenha aos seus olhos
e traz reflexão, pensamentos múltiplos,
uma necessidade intrínseca em dissecar
os meandros da alma. Da alma dela.
O que se esconde atrás daquele sorriso,
do olhar, do jeito que ela fala...
Da maneira destemperada, livre
e sem amarras que se afigura. 
E, assim, como que hipnotizado
por tudo que ela traz em si,
decide se desligar,
ainda que temporariamente das imagens
que não saem de sua cabeça.
Senta num lugar aprazível,
onde o sol ainda aquece um pedaço de chão,
decide por bem se fixar nas letras
e pega o livro na esperança de
esquecer a moça...
Nesse instante a vida se abre em
uma nova página.

A história é outra.  


quarta-feira, julho 24, 2013

Ele escreveu:

"Porque a vida segue. Mas o que foi bonito fica com toda a força. Mesmo que a gente tente apagar com outras coisas bonitas ou leves, certos momentos nem o tempo apaga. E a gente lembra. E já não dói mais. Mas dá saudade. Uma saudade que faz os olhos brilharem por alguns segundos e um sorriso escapar volta e meia, quando a cabeça insiste em trazer a tona, o que o coração vive tentando deixar pra trás. Então eu pego o passado, e transformo em poesia-ou-coisa-assim."


Eu também. :DFoto: Analu Menezes

terça-feira, julho 23, 2013

É só pra te dizer: eu vou bem, obrigada! :D
E a essa hora da madrugada me lembrei de você.
Será que ainda me lê, vem aqui.
Vai saber...
Então, pra matar sua saudade ou a
minha vontade de te dizer que estou bem,
uma fotinha. :D

PS. Se um dia mudar de ideia, vou adorar. Reconsidere sua decisão irrevogável.




quinta-feira, julho 11, 2013

Num sopro, espirada pelo gênio,
o espirito do fogo envolve a escuridão.
De lá, das chamas, do calor abrasador:
uma dama.
Bailarina de costas,
um coque, uma sapatilha, 
reluzem salamandras.
Dança duende,
Dança ardor,
Dança dor,
Dança calor,
Dança ao sabor:
do fogo, da vida, do amor.

Foto: Jose Pedroso


terça-feira, julho 02, 2013

Olhos seus nos olhos meus

- Nós nos apaixonamos pela maneira como o outro nos olha. - 

O seu olhar reflete o meu.
Brilha, como o espírito,
é centelha, reluz...
É fogo, é chama,
lume,
poeira de estrelas...
Quando o meu olhar brilha,
incandesce vida,
ao mirar os olhos seus.



sábado, junho 29, 2013

As metades,
a dualidade.
O contraponto.
A luz,
a escuridão.
O ying,
o yang.
A claridade,
a negritude.
A ausência de cor,
impressiona os sentidos,
contrasta a visão,
produz sensações.



domingo, junho 23, 2013

Cigana não chora 
Transforma lágrimas em poesias
E a tristeza se converte
Em harmoniosas melodias.

Cigana seca as lágrimas dançando
Ao redor de uma grande fogueira
Simulando enorme labareda
Requebrando como odalisca faceira.

Acalanto de cigana é pandeiro
Estende as mãos à liberdade
Cigana canta, dança e toca
Libertando do peito a saudade.

Lágrima de cigana é oração
Súplicas em notas musicais
Mistério jamais revelado
Retido nas pálpebras angelicais.

Cigana não chora
Retém pranto no altivo olhar
Imponente ergue os braços a bailar
Qual feiticeira nas noites de luar.

TRIBUTO À MULHER CIGANA

quarta-feira, junho 19, 2013

É somente na escuridão da noite que podemos ver as estrelas.

Olhando agora para aquilo que disse há todos estes anos atrás, olhando para todas as esperanças e sonhos que tinha, chego à conclusão que, se ter as coisas realizadas da forma como queremos for a medida para uma vida de sucesso, então alguns dirão que eu sou um fracasso! 
A coisa mais importante é não te deixares amargar pelas decepções da vida. Aprende a deixar o passado para trás!
Eu reconheço que nem todos os dias serão ensolarados. Mas quando te encontrares perdido na escuridão e no desespero, lembra-te: é somente na escuridão da noite que podemos ver as estrelas. E são elas que nos podem guiar de volta para casa!
Não tenhas medo de cometer erros, ou de tropeçar e cair... pois, na maioria das vezes, os melhores prêmios vêm quando se faz aquilo que mais se teme.

Cada dia da nossa vida é o ensaio geral.

Texto: João Monge Ferreira



segunda-feira, junho 17, 2013

Dentro de cada uma de nós 
existe um pedaço de céu.
Um toque de estrelas, poeira cósmica
a validar a vida.
E nos complementos e trocas um gato,
um felino, o ser que divisa o oculto,
os mistérios, o que têm 7 vidas.
Em cada uma de nós há muitas mulheres e,
coexistem harmonicamente
a anciã,
a mãe,
a virgem.
E hoje lá do alto, ao cair da noite,
Selene nos abençoava
e envolvia com os raios da nova.



domingo, junho 16, 2013

Engraçado como certos acontecimentos tem o poder de nos afastar da realidade por algum tempo. E interessantes também são os efeitos que essas escapulidas do mundo real são capazes de provocar em nós. 

É como se, por alguns instantes (que podem até durar dias, meses ou anos), nossos espíritos se desligassem dos corpinhos que os tornam visíveis e palpáveis. E assim, livres, leves e soltos, transitassem por um universo íntimo, perfeito e particular, criado por eles próprios, na tentativa de fugir da realidade que os machuca ou, simplesmente, no desejo de experimentar momentos de felicidade pura e plena. 

Quando minha mãe partiu, há alguns poucos anos, essas sensações me acompanharam por um bom tempo. Nas semanas seguintes à partida dela, lembro-me de ter ouvido alguns amigos e parentes dizerem-se impressionados com a suposta força com que eu vinha enfrentando aquela perda tão grande e recente. 

Depois de ouvi-los, eu lhes dirigia sempre um sorriso, ganhava deles um abraço... E me despedia repetindo (na tentativa de confortá-los, mas também a mim mesma) aquela história de que a cruz que nos é dada nunca é maior ou mais pesada do que aquela que podemos suportar. 

E na verdade, a par do vazio que então se abriu à minha frente, como uma espécie de buraco gigantesco e sombrio, que eu necessariamente teria que aprender a desbravar desde então, sem manual de instruções, audio guide ou coisa do tipo, o fato é que, dentro do possível e do razoável, os sentimentos que me acompanharam durante aqueles dias foram realmente de força, de esperança, de superação. De vontade de seguir em frente, apesar de tudo. Lá no fundo, era como se algo me dissesse que o buraco seria momentâneo, passageiro. Como se, dali a pouco, eu viesse a descobrir que tudo não havia passado de um grande pesadelo. 

É claro que, com o passar dos meses, as famigeradas fichinhas caíram. Aliás, despencaram. Assim, todas juntas, de uma só vez. E despencaram aqui, no meu colo, na minha cabeça, no meu coração. Era o fim das “férias da alma”. 

Desde então, não houve um só dia em que eu não tenha desejado novos instantes de “folga espiritual”. Folga da saudade. Folga do vazio. Folga da tristeza que vem da constatação de que o reencontro não está assim tão próximo como se imaginava. Folga da dor que necessariamente acompanha a partida de quem se ama. Retorno àquele universo encantado. Àquele mundinho onde os problemas se dissipam, as dores se escondem, a saudade se esvai. Porque lá, os buracos se preenchem facilmente. Com sorrisos, com presença, com reencontros, o que quase nunca acontece no mundo real.


De tanto desejar, não é que cheguei lá? De novo, me vi naquele universo encantado. Dessa vez, um mundo de flores, de linhas, de mimos, de cores. De corações de papel, de balões soltos no ar. Um mundo de amigos, de família, de gente querida. E de risadas gostosas, de abraços apertados, de beijos inesperados. E de música. E de dança. E de demonstrações de afeto, de palavras de amor, de gestos de carinho explícito e gratuito. 

É. O casamento me levou, sim, a momentos de alegria desmedida, de satisfação plena, de felicidade no sentido mais puro e desejado da palavra. A sensação foi de ter trilhado, de novo, por algumas horas, os belos caminhos percorridos noutros tempos. Aqueles em que a saudade, tímida, pouco ou quase nunca se mostrava, porque sequer havia espaço pra ela. Afinal, eram percursos realizados num mundo de presença, de amor, de contato. Um mundo sem buracos, sem vírgulas, sem espaços em branco. 

De volta à vida real, agradeço a todos os que, com suas boas energias, sua generosidade e seu envolvimento, tornaram possível a reconstrução desse mundinho de sorrisos, de flores, de sons e de cores, que andava distante, por vezes esquecido, mas que ressurgiu com a beleza de outros tempos. E que, a partir de agora, pretendo visitar com frequência. Através dos vídeos, das fotografias, dos detalhes contados pelos que estiveram ali presentes, em sintonia. E das muitas e doces lembranças que a mente e o coração, felizmente, foram capazes de registrar."

Silvia Tibo em "De volta" - Crônica do Dia

sábado, junho 15, 2013

Quando você me beija
o corpo é sol, som,
melodia em toque,
pele e tom. 
Quando você me beija
esqueço da vida, onde estou,
o dia, quem sou.
Quando você me beija
o gosto, o sabor,
despertam sentidos em cor.
Quando você me beija
ah que maravilha é.

Foto: Laercio Vinhas Jr.

quinta-feira, junho 13, 2013

Versão Geek para o Dia dos Namorados
Arte: Márcio Hum


terça-feira, junho 11, 2013

É preciso amar a vida, as pessoas, você...
Eu vou sempre amar você. 
Boa noite!


segunda-feira, junho 10, 2013

"Paixão é quando o demônio está nu,
sexo com quem ama é muito mais satânico,
não precisa ser um amor pra sempre,
pode ser um amor de repente, qualquer amor inferniza."


Clarice Lispector



sábado, junho 08, 2013

Se eu gosto de poesia? 

Gosto de dia, gosto de lua,
gosto do sol ao meio dia.
Gosto de noite, gosto de branco,
gosto de estrelas e natureza.
Gosto de sabores e temperos,
sensoriais desejos.
Gosto de dormir, gosto da madrugada,
gosto de vento e mar.
Gosto de pores de sol, cais e enseada,
barco na água e pescaria.
Gosto de cavalos selvagens,
gaviões plainando no céu,
gaivotas à beira mar.
Gosto de girassóis e rosas brancas,
gosto de cachorro, beija-flor e andorinha.
Gosto do colorido que é belo à vista
e do preto e branco que contrasta a visão.
Gosto de serpentes, perfumes,
cheiro de terra molhada e cheiro de quem a gente ama:
o parceiro, a mãe, o pai, o irmão, o amigo.
Gosto do cheiro do desconhecido que passa apressado pela rua
e feito desenho animado sigo o rastro com o nariz.

Na verdade, o que eu gosto mesmo é da vida.



quinta-feira, junho 06, 2013

Enquanto o som se propaga,
o violino encabulado se deixa 
tomar pelas mãos doces do artista.
Enquanto os olhos gelados, reflexo
da parede na máscara, 
espreitam o espetáculo.

Foto: Simone Soares


segunda-feira, junho 03, 2013

Ei você que me lê.

Que se debruça aqui.
pára, reflete, sente, talvez se inspire,
quem sabe, afinal
Ei você que sente saudades.

Saudades como eu.
Pra que tanto orgulho?
Pra que tanta raiva em vão?
Pra que guardar mágoa sem sentido?
Viver é tão bom.
Espero que um dia você viva assim também!
Em paz com a vida,
tranquila em sua manifestação diária,
no ritmo do que tange o coração,
as energias,
a vibração,
o amor!
Sim, o amor!
Sem ele, nada somos!


sábado, junho 01, 2013

"O sonho encheu a noite
Extravasou pro meu dia
Encheu minha vida
E é dele que eu vou viver
Porque sonho não morre."


Adélia Prado



quarta-feira, maio 29, 2013

Na sombra está o amor.
O amor está na sombra.
Na sombra mora o que se espera do amor.
No amor reflete o que a sombra desenha.


terça-feira, maio 28, 2013


Com cores, movimento.
Movimento, com cores.
Cores em movimento.
Movimento em cores.
Com cores movimento o dia.
Movimento a vida, com cores.
Com movimento, coloro a alma.
A alma colore a aura,
A aura esparge cores
E tudo cria movimento,
em cor.


Foto: Hekt Storm 




sábado, maio 25, 2013

Pensei em escrever.
Em dizer o que eu não pude.
Não pude porque não deixou.
Mas eu vou te dizer,
falarei ao seu coração,
fixarei o verde do seu olhar,
rindo até a barriga doer
com seu jeito, suas histórias,
sua maneira divertida de ver a vida.
Nós vivemos no seu bunker,
num lugar protegido,
eu era da família
sem nunca ter sido.
Fritei batata pra você,
cuidei da horta.
Na verdade vivíamos fora
do que creem realidade,
no seu mundo,
num mundo perfeito,
criado por você.
E dentro dessa história,
o final foi feliz até


sexta-feira, maio 24, 2013

terça-feira, maio 21, 2013


Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. 
É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente. 

Martha Medeiros


sábado, maio 18, 2013

Algumas vezes mergulho tão profundamente, perscruto minha alma, vou nos desertos abissais da existência e percebo que o meu único companheiro real é o amor que trago em mim.



quinta-feira, maio 16, 2013

Acordei com uma saudade do tamanho do mundo de você.
Ainda que eu acreditasse que isso estava sanado em meu coração.
Até pelo jeito rude como tudo acabou: sem explicações, sem conversa.
Enfim, só sei que seu rosto me veio à mente e uma lágrima doce rolou...
E lembrei de uma postagem que você escreveu:

"Nem tudo o que se perde tem valor;
Nem tudo que é bonito é amor".






Agora eu:
E tudo era bonito e era amor.

quarta-feira, maio 15, 2013

A paixão tinge suas cores em tudo o que toca.

sábado, maio 11, 2013

O poeta é aquele que não se esquece "de quando não havia caminho algum". Trilhando essa via inexistente - porque trancada - ele persiste na escrita.
Daí os preconceitos que, ainda hoje, cercam os poetas, tidos como  sujeitos obcecados pelo que não podem ter.
Como "lunáticos".
Talvez por isso a lua retorne, com tanto insistência, aos versos de Alexandre. Para afirmar  sua insolência.
Todo poeta é insolente, todo poeta é atrevido: quer sempre mais do que tem. Mais do que pode.
Dessa insistência, alguma coisa lhe é devolvida.
A poesia que Alexandre - mesmo em plena noite - traz tão perto de si.

José Castello em Poesia e Insolência



quinta-feira, maio 09, 2013

A dança mexe o corpo,


movimenta músculos,

exige disciplina,

tenacidade,

entrega e

principalmente amor.

Dançar é amor,

é amor ao movimento,

amor à própria limitação,

amor à superação,

amor ao que é belo,

perfeito e indizível.

quarta-feira, maio 08, 2013

No mesmo corpo convivem várias facetas e


aquelas que não vislumbro.

Quem será a que escreve?

A que sente?

A que se oculta?

A que se revela

nesse instante, nessa hora, a você?


Arte: Cinthia Egypto




sábado, maio 04, 2013

das novidades...

No bate-papo do Skype ele perguntou:
E as novidades?
E eu respondi: novidades? Não tenho novidades.
Me lembrou uma moça que sempre ligava e fazia essa mesma pergunta.
E eu me questiono se a vida dessas pessoas é cheia de novidades.
Será que eles vivem numa roda-viva de novidades?
E disse a ele que minha vida é normal:
Compro comida pra cachorro; vou ao mercado; vou ao sapateiro pôr sola nova, peço a ele para trocar a fivela de um outro; compro pneus novos para o carro porque um deles furou e pela primeira vez passei pela experiência de dirigir um carro com pneu furado -  os pneus novos, todos Pirelli, lindões; levo para trocar os antigos, faz balanceamento, faz alinhamento.
Pego o carro, uma beleza todo estabilizado e rodando lindamente com os novos pneus.
Vou para o dentista, conserto um dente.
Dou uma volta no shopping.
Vejo mala de bijouterias ou que possam vir a ser. Gosto de uma de onça.
Como um quibe com coca zero.
Viro num outro corredor, passo na nova loja de uma amiga, roupas de criança da Malwee, Marisol, Disney, marcas excelentes. Compro uma calça de moletom flanelado, um vestido de festa com bolerinho, um outro da gatinha Marie.

Volto pra casa.

Falei que as novidades são as letras que escrevo, as histórias que crio, porque a minha vida é normal como a de qualquer um. Talvez a dele seja cheia de novidades, com mulheres querendo se casar, dando ultimatos como me contou.

"A literatura - ainda agarrado ao romance de  Javier, retomo os poemas de Manoel de Barros - é o manejo do pequeno. A velocidade da luz faz isso: encurta as longas distâncias. Anula os grandes espaços. Espreme a arrogância do Tudo. E nos devolve (Javier nos entrega isso) nossa desajeitada e bela existência. "

José Castello em Javier e Manoel




sexta-feira, maio 03, 2013

BUCETA ou BOCETA?




boceta é o jeito certo

mas nem de perto

é o mais legal:

como arredondar o estilo

pra tudo não ficar

mais que banal?

buceta ou boceta?

tanto faz

fale as duas em voz alta

a que encher mais a boca

é a boceta legal



- J.Castro
Ponho a meia, o cetim e o pois.
Sim, pois, ponto. Pois(poá) do francês.
Lanço minha imagem aos seus olhos.
Espero que acolha o desejo.
Pense bem e decida.
Estou te esperando.

terça-feira, abril 30, 2013

A moça que dança


tem suave tom,

o amarelo.

A cor solar que esparge a roupa,

a flor, as pinceladas.

No ar serpenteia sol,

espiral do ar,

gira amarelo,

espanhola noir.    

domingo, abril 28, 2013

"(...) Infiéis a nós mesmos porque, enquanto a mente nos puxa para um lado, a carne - sempre o inferno da carne, que a ficção de Carrero nunca abandona - nos arrasta para outro. Somos assim: bichos. Podemos ter fé. Alegria. Paixões. Podemos pensar e até escrever romances, mas continuamos a ser, sempre, animais".

José Castello em Almas brancas

sexta-feira, abril 26, 2013

esconde,


revela,

escurece,

clareia,

ilumina,

sombreia,

ying,

yang,

preto,

branco,

listras,

pedaços,

opostos,

metades,

treliça.



terça-feira, abril 23, 2013

Porquê os dragões habitam as cavernas,


túneis e grutas subterrâneas,

simbolizam a força sinuosa e insinuante,

ardilosa e sedutora do fogo da libido

e da lava incandescente dos orgasmos,

... que arde incessante no subsolo

abaixo da linha da cintura

convidando a loucuras

nas quais Jorge se lança

sequer sem tirar a armadura

pouco importa ser depois

expulso da cavalaria

rebaixado de santo

a fornicador, obsceno

pagão, devoto aos ídolos

da licenciosidade e da orgia

onde o fruto proibido

não é o a ordem de despejo

mas venérea chave do paraíso.  
Antonio Carlos Bola Harres

segunda-feira, abril 22, 2013

Entre a sombra e a luz,


por entre espaços,

fatias,

carne branca,

escuridão,

pedaços,

mosaico,

treliça.

sábado, abril 20, 2013



"A poeta sabe que deve persistir na busca, não até o dia em que encontrará a resposta, mas até o dia  em que conseguirá esquecer a pergunta".

José Castello em A poesia na lacuna

quinta-feira, abril 18, 2013

Ah languidez
essa que faz espreguiçar
e deixa no rastro insipiência.
Ah languidez,
remexe no anseio vazio,
queda na impermanência do instante,
se desfaz ao fechar dos olhos.
Ah languidez
aquieta-se ao mirar o espelho,
em desejar ser somente o que sou.