quarta-feira, setembro 10, 2008



Os gregos diziam que se maravilhar é o primeiro passo no caminho da sabedoria
e que, quando deixamos de nos maravilhar estamos em perigo de deixar de saber.

E. H. Gombrich

quinta-feira, março 20, 2008

PRESENTES

A vida e suas surpresas inesperadas. E não é que na minha sempre acontece? Quando a gente menos espera, quando está desligada, até mesmo distante, aquém de pessoas que representam algo especial em nossa vivência e, de repente....tcham tcham tcham...trazem um brilho especial ao cotidiano previsível.
E eu amo essa imprevisibilidade dos acontecimentos, quando uma nova onda se mistura e traz tonalidades vibrantes ao que era previsível.
Duas máscaras que remontam Veneza, uma paixão inigualável que em meus sonhos acalento um dia visitar antes que a cheia do mar suma com sua beleza medieval, instalando personas alegres em minha imaginação. E os cristais dependurados em cascata, irradiando as cores do arco-íris e inundando o spectro do dia.
Beleza pura. Criatividade o tempo todo.
Agradeço a lembrança, agradeço o carinho e principalmente, a sua amizade.

segunda-feira, janeiro 14, 2008

ABSOLVENDO O AMOR

Duas historinhas que envolvem o amor.
Uma mulher namora um príncipe encantado por dois meses e então descobre que ele não é príncipe porcaria nenhuma, e sim um bobalhão que não soube equalizar as diferenças e sumiu no mundo sem se despedir. Mais um, segundo ela. São todos assim, os homens. Ela resmunga que não dá mesmo pra acreditar no amor.
Peraí. Por que o amor tem que levar a culpa por esses desencontros? Que a princesa não acredite mais no Pedro, no Paulo ou no Pafúncio, vá lá, mas responsabilizar o amor pelo fim de uma relação e não querer mais se envolver com ninguém é preguiça de continuar vivendo. Não foi o amor que caiu fora. Aliás, ele talvez nem tenha entrado nessa história. Quando entra, é para contribuir, para apimentar, para dar sabor, para fazer feliz. Se o relacionamento não dá certo, ou dá certo por um determinado tempo e depois acaba, o amor merece um aperto de mãos, um muito obrigado e até a próxima. Fique com o cartão dele, com os contatos todos, você vai chamá-lo de novo, vai precisar de seus serviços, esteja certa. Dispense namorados, mas não dispense o amor, porque ele estará sempre a postos. Viver sem amor para sempre é azar ou incompetência. Mas não pode ser uma escolha, nunca. Escolher não amar é suicídio simbólico, é não ter razão para existir. Não me venha falar de amigos e filhos e cachorros, essas compensações amorosas sofisticadas, mas diferentes. Estamos falando de homens e mulheres que não se conhecem até um dia, uau. Acontece.[...]"

(Martha Medeiros - Jornal O Globo, Revista O Globo pág.:18 - 13/02/08)

domingo, novembro 18, 2007



O escorpião, movendo-se na poeira cósmica de uma massa escura e luminosa, oculta seu interior vulcânico de paixões. Embora, na forja abissal de suas entranhas revele-se o céu alquímico e transformador de tudo; e de suas metades, o sexo e a morte, nasce a flor nua e púrpura da vida, o desejo. “Acaso a luz cumpre sua promessa em função de alguma vontade mortal?” , exaspera escorpião. Façamos um trato diante do fogo e de suas razões. Queimemos nossas próprias dúvidas para sermos menos dependentes e mais atuantes. E lembremo-nos, escrúpulos demasiados detém o processo criativo e toda a realização se perde no deserto híbrido de gelo e fogo da estagnação.

Carlos Costa

quarta-feira, outubro 24, 2007

"A solidão esta no quadrante do cais.
Dias frios, um vago um vão
Mas logo seremos no ar
A vela solta o navegar
Sonhos, encantamentos
Calor de todos os elementos
Esotéricos ventos lambendo hímen ondas
Nirvana do mundo amarelo.
Teremos o elo inseparável da noite
Mar de diamantes a luz de vela
Estrela de rima mais bela
Um fim da solidão
Que a pele revela"

Marko Andrade

sexta-feira, junho 15, 2007



Quero o tempo de um embaralhar de folhas,
as soltas, as presas, as que vou escrevendo lentamente.
Não tenho pressa, só sensação de vento e vida.

domingo, maio 20, 2007



Morgana dorme em seu leito volátil enquanto as estrelas rodopiam na substância etérea, disciplinando sua alma no amor incondicional e no fogo sacrifical de amar o amor. A sensibilidade de mulher vaga entre o domínio de ser e a impossibilidade do mundo. A magia que irradia do seu desejo quebra o ciclo de erros e opera no abismo dos sentimentos opostos uma dádiva: a segunda pele. A serpente que dormia acorda em seus seios ávidos do sagrado, o cosmo se contorce. O sofrimento é apenas uma ilusão que funciona como remédio e intermediação, mas é lastro caro. Cresça feiticeira em sua moral, ponha à ferros suas dúvidas e seus desamparos, avança teu sonho. A lua não mingua por teus olhos negros na escuridão, mas pelos ciclos das rosas cinzas que serão tingidas do ouro espiritual. O pentagrama brilha prateado sobre teu sexo num frêmito entre o futuro e o passado, varrendo da face escarlate as impressões primeiras, os abusos e as inconsistências da fome em teus lábios.(Carlos Costa)

segunda-feira, abril 16, 2007


Um instante de cores em profusão,
transbordando efeito ventania.
Uma parada mais que necessária, quando o tempo se torna senhor.