Falamos de sensações.
Do tanto que existe na sombra dele.
Riu e quis escarafunchar mais um pouco.
Não obteve o que desejava.
Respostas não são imediatas, ainda que as queira.
No vinil, no que reluz na escuridão, o tanto que vibra.
Na noite que se avoluma agora, só bruma.
Na verdade que existe aí dentro só desejo.
Sadismo que se converte em êxtase, risada que denuncia.
Olhar que provoca e mãos que pegam o que está à frente.
Sentidos para os que os querem.
sábado, setembro 05, 2009
sexta-feira, setembro 04, 2009
paleta
Sol e girassol, na parede, aqui e lá fora.
Amarelo a clarear a tela, o sentido da vida.
Azul pincelando a atmosfera, verde que te quero ao redor.
Vento que se esparge, que toma o ar, traz cheiro e preguiça.
Vontade de rede e pés descalços.
Mar que arrebenta na praia, balança o sal, espalha energia.
Pulsações que não calam, histórias a serem reescritas.
Traumas que acompanham seres, livros e novelas reais.
Amarelo a clarear a tela, o sentido da vida.
Azul pincelando a atmosfera, verde que te quero ao redor.
Vento que se esparge, que toma o ar, traz cheiro e preguiça.
Vontade de rede e pés descalços.
Mar que arrebenta na praia, balança o sal, espalha energia.
Pulsações que não calam, histórias a serem reescritas.
Traumas que acompanham seres, livros e novelas reais.
quinta-feira, setembro 03, 2009
Burilando o que está ao redor,
no mais completo desleixo e sem dó,
me reabro e inspiro o que está por aí.
Pó que se esvai, poeira a revirar folhas,
laços que se desfazem e vidas que recomeçam.
no mais completo desleixo e sem dó,
me reabro e inspiro o que está por aí.
Pó que se esvai, poeira a revirar folhas,
laços que se desfazem e vidas que recomeçam.
quarta-feira, maio 20, 2009

Após um período de distanciamento e clausura, ela consegue sair de si mesma e alçar um novo vôo.
Voa pelas asas das sílfides e se abastece da poeira cósmica, a fim de transpor os véus escuros que a prendiam.
Encontra apoio na sacerdotisa que a abençoa com uma nova roupagem: a armadura de gaia.
Através do artefato ganha força e poder, capaz de destruir seu velho inimigo, o mesmo que a prendeu por tanto tempo.
No contato e renascimento se depara com uma das servas de Pan, uma dríade de orelhas pontudas.
Em contraste com as estrelas, resplandece tal como o sol, irradiando a energia de uma nova vida.
quarta-feira, outubro 01, 2008
LIBRA

Pela égide da constelação de Libra, vibram cordas tão perfeitas e tenazes que mesmo o peso na balança imprecisa se equilibra. Clama Vênus ao céu astral a harmonia ainda desconhecida, quando entre a virgem despida e inaudita, ouve-se o escorpião que grita pelo veneno da vida. Libra, então, expõe seu modo idealista, seu charme e seu bom gosto e diz calmamente com voz aflita: se um dos pratos da balança afaga o coração foguista; o outro ergue a afiada espada da mente, quedando as ilusões sofridas. O privilégio é tanto, que do braço marcial erguido e infalível em juízo, vê-se a deusa com os pés descalços subindo os degraus do coração mais livre, o do artista. E dos vãos eqüidistantes do templo da harmonia, a beleza passeando alegremente, e ora distraída, absorve os sentidos mortais e os cativa, que se o mundo é em parte requintado, é graças aos nativos de Libra. Se somos em existência partilhada na onipresença desse ar que respiramos a vida: a igualdade é a vocação mais bonita. (Carlos Costa)

Pela égide da constelação de Libra, vibram cordas tão perfeitas e tenazes que mesmo o peso na balança imprecisa se equilibra. Clama Vênus ao céu astral a harmonia ainda desconhecida, quando entre a virgem despida e inaudita, ouve-se o escorpião que grita pelo veneno da vida. Libra, então, expõe seu modo idealista, seu charme e seu bom gosto e diz calmamente com voz aflita: se um dos pratos da balança afaga o coração foguista; o outro ergue a afiada espada da mente, quedando as ilusões sofridas. O privilégio é tanto, que do braço marcial erguido e infalível em juízo, vê-se a deusa com os pés descalços subindo os degraus do coração mais livre, o do artista. E dos vãos eqüidistantes do templo da harmonia, a beleza passeando alegremente, e ora distraída, absorve os sentidos mortais e os cativa, que se o mundo é em parte requintado, é graças aos nativos de Libra. Se somos em existência partilhada na onipresença desse ar que respiramos a vida: a igualdade é a vocação mais bonita. (Carlos Costa)
quarta-feira, setembro 10, 2008

Os gregos diziam que se maravilhar é o primeiro passo no caminho da sabedoria
e que, quando deixamos de nos maravilhar estamos em perigo de deixar de saber.
E. H. Gombrich
quinta-feira, março 20, 2008
PRESENTES
A vida e suas surpresas inesperadas. E não é que na minha sempre acontece? Quando a gente menos espera, quando está desligada, até mesmo distante, aquém de pessoas que representam algo especial em nossa vivência e, de repente....tcham tcham tcham...trazem um brilho especial ao cotidiano previsível.
E eu amo essa imprevisibilidade dos acontecimentos, quando uma nova onda se mistura e traz tonalidades vibrantes ao que era previsível.
Duas máscaras que remontam Veneza, uma paixão inigualável que em meus sonhos acalento um dia visitar antes que a cheia do mar suma com sua beleza medieval, instalando personas alegres em minha imaginação. E os cristais dependurados em cascata, irradiando as cores do arco-íris e inundando o spectro do dia.
Beleza pura. Criatividade o tempo todo.
Agradeço a lembrança, agradeço o carinho e principalmente, a sua amizade.
A vida e suas surpresas inesperadas. E não é que na minha sempre acontece? Quando a gente menos espera, quando está desligada, até mesmo distante, aquém de pessoas que representam algo especial em nossa vivência e, de repente....tcham tcham tcham...trazem um brilho especial ao cotidiano previsível.
E eu amo essa imprevisibilidade dos acontecimentos, quando uma nova onda se mistura e traz tonalidades vibrantes ao que era previsível.
Duas máscaras que remontam Veneza, uma paixão inigualável que em meus sonhos acalento um dia visitar antes que a cheia do mar suma com sua beleza medieval, instalando personas alegres em minha imaginação. E os cristais dependurados em cascata, irradiando as cores do arco-íris e inundando o spectro do dia.
Beleza pura. Criatividade o tempo todo.
Agradeço a lembrança, agradeço o carinho e principalmente, a sua amizade.
segunda-feira, janeiro 14, 2008
ABSOLVENDO O AMOR
Duas historinhas que envolvem o amor.
Uma mulher namora um príncipe encantado por dois meses e então descobre que ele não é príncipe porcaria nenhuma, e sim um bobalhão que não soube equalizar as diferenças e sumiu no mundo sem se despedir. Mais um, segundo ela. São todos assim, os homens. Ela resmunga que não dá mesmo pra acreditar no amor.
Peraí. Por que o amor tem que levar a culpa por esses desencontros? Que a princesa não acredite mais no Pedro, no Paulo ou no Pafúncio, vá lá, mas responsabilizar o amor pelo fim de uma relação e não querer mais se envolver com ninguém é preguiça de continuar vivendo. Não foi o amor que caiu fora. Aliás, ele talvez nem tenha entrado nessa história. Quando entra, é para contribuir, para apimentar, para dar sabor, para fazer feliz. Se o relacionamento não dá certo, ou dá certo por um determinado tempo e depois acaba, o amor merece um aperto de mãos, um muito obrigado e até a próxima. Fique com o cartão dele, com os contatos todos, você vai chamá-lo de novo, vai precisar de seus serviços, esteja certa. Dispense namorados, mas não dispense o amor, porque ele estará sempre a postos. Viver sem amor para sempre é azar ou incompetência. Mas não pode ser uma escolha, nunca. Escolher não amar é suicídio simbólico, é não ter razão para existir. Não me venha falar de amigos e filhos e cachorros, essas compensações amorosas sofisticadas, mas diferentes. Estamos falando de homens e mulheres que não se conhecem até um dia, uau. Acontece.[...]"
(Martha Medeiros - Jornal O Globo, Revista O Globo pág.:18 - 13/02/08)
Duas historinhas que envolvem o amor.
Uma mulher namora um príncipe encantado por dois meses e então descobre que ele não é príncipe porcaria nenhuma, e sim um bobalhão que não soube equalizar as diferenças e sumiu no mundo sem se despedir. Mais um, segundo ela. São todos assim, os homens. Ela resmunga que não dá mesmo pra acreditar no amor.
Peraí. Por que o amor tem que levar a culpa por esses desencontros? Que a princesa não acredite mais no Pedro, no Paulo ou no Pafúncio, vá lá, mas responsabilizar o amor pelo fim de uma relação e não querer mais se envolver com ninguém é preguiça de continuar vivendo. Não foi o amor que caiu fora. Aliás, ele talvez nem tenha entrado nessa história. Quando entra, é para contribuir, para apimentar, para dar sabor, para fazer feliz. Se o relacionamento não dá certo, ou dá certo por um determinado tempo e depois acaba, o amor merece um aperto de mãos, um muito obrigado e até a próxima. Fique com o cartão dele, com os contatos todos, você vai chamá-lo de novo, vai precisar de seus serviços, esteja certa. Dispense namorados, mas não dispense o amor, porque ele estará sempre a postos. Viver sem amor para sempre é azar ou incompetência. Mas não pode ser uma escolha, nunca. Escolher não amar é suicídio simbólico, é não ter razão para existir. Não me venha falar de amigos e filhos e cachorros, essas compensações amorosas sofisticadas, mas diferentes. Estamos falando de homens e mulheres que não se conhecem até um dia, uau. Acontece.[...]"
(Martha Medeiros - Jornal O Globo, Revista O Globo pág.:18 - 13/02/08)
Assinar:
Postagens (Atom)