Vou sempre me surpreender com as pessoas.
Sempre.
Uma caixa de novidades.
Uma metralhadora giratória quando não concordam com a sua opinião.
Milhares de pré-julgamentos bobos...
Todos tão despidos de preconceitos...pra apontar o seu como se você fosse um et...
Até parece.
A futilidade reinante:
ser famoso no Facebook é como ser rico no Banco Imobiliário,
uma das melhores frases que li na semana passada.
Enfim...
e a vida se encarrega de mostrar quem é quem.
O pior é quando pessoas da família que nos viram crescer,
pelo fato de sermos da mesma família
acreditam ser íntimos, amigos.
Na verdade nunca fomos e nunca seremos.
Você não me conhece e eu também não te conheço.
O mal da humanidade é a falta de noção.
A falta de educação.
A falta de sensibilidade.
A falta de tato.
E a vida segue...
hiperbreve.
terça-feira, abril 29, 2014
sábado, março 15, 2014
"Atores ciganos para caminhos ciganos e tão cheios de luas e sóis,
tantos arrebóis e nascentes!
Repito: Que o amor furiosamente calmo encha de êxitos nossas almas e
que a nossa carroça colorida ganhe todas as estradas que tiver que ir!"
Marcelo Tosta
tantos arrebóis e nascentes!
Repito: Que o amor furiosamente calmo encha de êxitos nossas almas e
que a nossa carroça colorida ganhe todas as estradas que tiver que ir!"
Marcelo Tosta
sábado, março 08, 2014
É dado como hoje, dia 08 de Março, o centenário de criação dos heterônimos Ricardo Reis, Alberto Caeiro e Álvaro de Campos por Fernando Pessoa. É conhecido como O Dia Triunfal.
Sendo assim, nada mais justo que um poema dele venha ilustrar essa página. O poeta que a mim encanta por sua multiplicidade, por sua visão larga e alastrada sobre a vida, a existência e os sentimentos.
Pessoa mais que um amante da língua portuguesa e um poeta, sem dúvida nenhuma, um gênio.
Sendo assim, nada mais justo que um poema dele venha ilustrar essa página. O poeta que a mim encanta por sua multiplicidade, por sua visão larga e alastrada sobre a vida, a existência e os sentimentos.
Pessoa mais que um amante da língua portuguesa e um poeta, sem dúvida nenhuma, um gênio.
quinta-feira, março 06, 2014
Amei com todas as letras da palavra,
a dita, a escrita, a não verbalizada, a que soa só na mente...
Amei de uma maneira tão pueril que se estendia à risadas comuns
a nós dois.
Amei tão de verdade, que o mundo parou, no instante em que
rodava suspensa em seus braços, numa loja de eletrodomésticos,
na madrugada...
Amei na primeira vez que seus olhos de mar miraram os meus...
Amei o primeiro lual com vinho e Deusa.
Amei todos os detalhes que a lembrança guardou
e que hoje se perpetuam na memória dessa vida...
a dita, a escrita, a não verbalizada, a que soa só na mente...
Amei de uma maneira tão pueril que se estendia à risadas comuns
a nós dois.
Amei tão de verdade, que o mundo parou, no instante em que
rodava suspensa em seus braços, numa loja de eletrodomésticos,
na madrugada...
Amei na primeira vez que seus olhos de mar miraram os meus...
Amei o primeiro lual com vinho e Deusa.
Amei todos os detalhes que a lembrança guardou
e que hoje se perpetuam na memória dessa vida...
terça-feira, fevereiro 18, 2014
Cozinha é oral.
Cozinha sem avental.
Cozinha tem sempre algo surreal.
Cozinha sensual.
Cozinha é atemporal.
Cozinha é o canal.
Cozinha cria temporal.
Cozinha e o aval.
Cozinha anal.
Cozinha e a vestal.
Cozinha com sal.
Cozinha...
Foto: Letizia Iman
Cozinha sem avental.
Cozinha tem sempre algo surreal.
Cozinha sensual.
Cozinha é atemporal.
Cozinha é o canal.
Cozinha cria temporal.
Cozinha e o aval.
Cozinha anal.
Cozinha e a vestal.
Cozinha com sal.
Cozinha...
Foto: Letizia Iman
segunda-feira, fevereiro 03, 2014
Zéfiro
Na coxia do teatro, envolve as formas curvilíneas num xale negro. Tira os acessórios que cobrem as extremidades: meias sete oitavos com renda marcando a coxa, luvas escuras na altura do cotovelo. Só a combinação de cetim, cor da pele, acompanha seus relevos. Mira-se no espelho, o olhar amendoado pelo delineador e os enormes cílios acentuados pelo rímel. O xale escorrega e entrega a pele tatuada, nívea. Prende os cachos castanhos num coque desalinhado. Vê-se como as outras. Não há nada de diferente naquele semblante. Lembra do que ele disse ontem num bar enfumaçado do centro da cidade, e continua não encontrando nada de especial no que vê refletido.
Inadvertidamente, o zéfiro sopra com força e move objetos do camarim, provocando o voo de plumas coloridas pelo ar... chapéus orbitam pelo ambiente, máscaras multicoloridas planando, um jarro de flores desaba. Não se importa, ignora os cacos espalhados pelo chão... Joga a cabeça para trás, gosta daquela sensação, deixa-se tomar por ele que percorre a derme sem pedir licença, invasor. Levanta-se da cadeira, escancara as janelas e permite que entre com mais força...abre os braços e o recebe em estreito contato: fecha os olhos.Inconsciente, revela o portal, a tênue linha que a faz redescobrir a mágica e permite que o feitiço se estabeleça nesse contato ancestral. Ela é como a noite lá fora, senhora de todas as estrelas; lânguida como a lua, deusa perpetuada pela forma redonda que cobre as cidades com seu arsenal de véus prateados. Sabe que não pode ser retido nas mãos. É livre, solto, faz parte das correntes secas e movimento de massas oceânicas. A cada súbita visita possui um cheiro diferente...em cada lugar um outro vento se levanta...revolve energias, derruba castelos, destrói fortalezas, desarma certezas, amálgama outra mulher. Foto: MrTom Fotodesign |
domingo, janeiro 12, 2014
terça-feira, dezembro 17, 2013
Nostálgica como o cheiro do vinho tinto,
nas raspas de limão, na amendoeira que ladeia a rua,
no sabor de caramelo e infância...
Sim, nessa madrugada você faz aniversário.
Só posso desejar sempre felicidades.
Como eu te disse na despedida:
eu sempre vou amar você.
nas raspas de limão, na amendoeira que ladeia a rua,
no sabor de caramelo e infância...
Sim, nessa madrugada você faz aniversário.
Só posso desejar sempre felicidades.
Como eu te disse na despedida:
eu sempre vou amar você.
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