terça-feira, outubro 15, 2013
Ela sorria, desviava o olhar,
sabia que ele a queria.
Naquele exato momento,
em que o foco se fixava nela,
onde ele ajustava a máquina...
Continuava a fingir que não era com ela,
sabia o que ele queria,
mas não se sentia totalmente confortável com o olhar dele...
O olhar que ia além do físico,
que perscrutava sua alma,
devassava suas dores,
a lembrava de alguém que tinha amado muito.
E, por isso, tinha medo, muito medo.
O olhar dele trazia essas lembranças,
histórias que talvez a tenham marcado para toda a vida...
E, por mais que evitasse, elas sempre existiriam em sua alma,
agora não a devastavam mais,
mas sinalizavam a intensidade do amor vivido.
Ainda assim, naquela gôndola,
displicentemente confortável,
ela sabia o que a esperava...
Naquele instante,
naquela foto que ele fez.
Foto: Luciano Bianconi
domingo, outubro 13, 2013
Tenho pensado intensamente em você.
Agora não sinto mais tristeza e nem choro mais.
Te dizer que não sinto saudades do "ei", é mentira.
Talvez porque a gente se acostume com determinadas
situações, pessoas e horas, dias...vai saber.
De uma maneira muito estranha você chegou,
eu te achei, nós nos achamos, sei lá...
Coisas que já me aconteceram por aqui e que
nem sei explicar racionalmente, porque não há
explicação racional.
Sei que num mundo feito de energia, as eletrônicas,
as nossas próprias usinas, acabam por trazer para perto
aquilo que emanamos, como um enorme radar...
Será que eu tenho predileção por pessoas fora do normal?
Que não se adequem a padrões?
Que sonham com bunkers?
Que me fazem acreditar que sou da família?
Que me tomam de tal maneira, energeticamente falando,
que parece até que nos conhecíamos anteriormente?
Vai saber...racionalmente nunca vou.
Bom, mas isso tudo é pra te dizer, se é que ainda me lê,
se é que ainda vem até aqui, que esses dias pensei muito em você.
Aleatoriamente, sem vontade, você veio na minha mente e, é lógico,
lembrei de nossa trajetória juntos...
Pus seu nome pra ver se tinha me desbloqueado...nada.
Meu querido, a vida é tão curta.
Espero que um dia você aprenda a ser mais flexível...
Sinto que sente saudades de mim.
Reflita.
Não há motivo para se endurecer assim...
Fazemos escolhas o tempo todo.
Pense nisso.
Se sente saudade de mim, mude a estação,
sintonize-se comigo outra vez...
Agora não sinto mais tristeza e nem choro mais.
Te dizer que não sinto saudades do "ei", é mentira.
Talvez porque a gente se acostume com determinadas
situações, pessoas e horas, dias...vai saber.
De uma maneira muito estranha você chegou,
eu te achei, nós nos achamos, sei lá...
Coisas que já me aconteceram por aqui e que
nem sei explicar racionalmente, porque não há
explicação racional.
Sei que num mundo feito de energia, as eletrônicas,
as nossas próprias usinas, acabam por trazer para perto
aquilo que emanamos, como um enorme radar...
Será que eu tenho predileção por pessoas fora do normal?
Que não se adequem a padrões?
Que sonham com bunkers?
Que me fazem acreditar que sou da família?
Que me tomam de tal maneira, energeticamente falando,
que parece até que nos conhecíamos anteriormente?
Vai saber...racionalmente nunca vou.
Bom, mas isso tudo é pra te dizer, se é que ainda me lê,
se é que ainda vem até aqui, que esses dias pensei muito em você.
Aleatoriamente, sem vontade, você veio na minha mente e, é lógico,
lembrei de nossa trajetória juntos...
Pus seu nome pra ver se tinha me desbloqueado...nada.
Meu querido, a vida é tão curta.
Espero que um dia você aprenda a ser mais flexível...
Sinto que sente saudades de mim.
Reflita.
Não há motivo para se endurecer assim...
Fazemos escolhas o tempo todo.
Pense nisso.
Se sente saudade de mim, mude a estação,
sintonize-se comigo outra vez...
terça-feira, setembro 24, 2013
Os braços são asas,
coloridas de púrpura e ouro.
Asas que lançam a mente no espaço infinito,
onde não há cor, luz.
Uma imensidão...
Os sentidos a levam a outro lugar,
um mar de energias sem peso,
leve,
flutuante.
Essa atmosfera escura,
iluminada pelos sentidos,
transcende e a lança num êxtase
que está aquém de qualquer
sensação mundana conhecida.
Foto: Sebastia Bonet Palmer
coloridas de púrpura e ouro.
Asas que lançam a mente no espaço infinito,
onde não há cor, luz.
Uma imensidão...
Os sentidos a levam a outro lugar,
um mar de energias sem peso,
leve,
flutuante.
Essa atmosfera escura,
iluminada pelos sentidos,
transcende e a lança num êxtase
que está aquém de qualquer
sensação mundana conhecida.
Foto: Sebastia Bonet Palmer
sexta-feira, setembro 20, 2013
Era clara,
a treliça.
A que velava a luz,
escondia você.
Era clara,
a treliça.
Puro deslumbre,
sensual,
ofuscado.
Era branca,
a treliça.
A que lentamente
revelava seu corpo,
inteiro,
nu.
a treliça.
A que velava a luz,
escondia você.
Era clara,
a treliça.
Puro deslumbre,
sensual,
ofuscado.
Era branca,
a treliça.
A que lentamente
revelava seu corpo,
inteiro,
nu.
quinta-feira, setembro 12, 2013
Quando a alma está à flor da pele,
a boca pede beijo,
o corpo deseja corpo,
o sexo pede sexo,
o amor pulsa no meu,
no seu,
no nosso
coração!
terça-feira, setembro 10, 2013
Chronos e Hermes
Eu leio, leio e leio.
E continuo não entendendo isso.
Porque será que as pessoas vivem com esse discurso de que com a idade já sabe ou aprendeu tal coisa que com a idade anterior não?
Acho isso tão estranho...
Eu me vejo daqui a algumas décadas, mas não nessa neura de sabedoria e conhecimento, até porque não vai ser mais algumas décadas que me porá sábia ou professora de nada. Talvez, porque eu não encare a vida dessa maneira e não me arrependa de nada que fiz.
Faria tudo outra vez.
Amaria desmedidamente, como amei.
E amarei novamente e sempre.
Sei lá, acho isso tão estranho. Esse discurso tão cheio de certezas....
Certeza de que?
Sabedoria por conta dos anos vividos?
Sei, não.
Vou viver mais sei lá quantos anos e estarei sempre me pondo como uma aprendiz, até porque não tenho a obrigação de ser professora de nada. Não quero esse título para mim. Detesto essa retórica do "eu sei tudo, porque já vivi isso". Caramba, e as pessoas não tem o direito de viver as próprias experiências e de uma maneira diferente da que você viveu?
Discurso narcisóide da velhice?!
Valha-me!
Que Chronos me proteja até o fim dos meus dias, que Hermes me leve sempre a voar, cada vez mais alto e que eu possa sempre vislumbrar horizontes ainda não explorados, como uma criança ao mirar pela primeira vez algo que ela sempre quis...
E continuo não entendendo isso.
Porque será que as pessoas vivem com esse discurso de que com a idade já sabe ou aprendeu tal coisa que com a idade anterior não?
Acho isso tão estranho...
Eu me vejo daqui a algumas décadas, mas não nessa neura de sabedoria e conhecimento, até porque não vai ser mais algumas décadas que me porá sábia ou professora de nada. Talvez, porque eu não encare a vida dessa maneira e não me arrependa de nada que fiz.
Faria tudo outra vez.
Amaria desmedidamente, como amei.
E amarei novamente e sempre.
Sei lá, acho isso tão estranho. Esse discurso tão cheio de certezas....
Certeza de que?
Sabedoria por conta dos anos vividos?
Sei, não.
Vou viver mais sei lá quantos anos e estarei sempre me pondo como uma aprendiz, até porque não tenho a obrigação de ser professora de nada. Não quero esse título para mim. Detesto essa retórica do "eu sei tudo, porque já vivi isso". Caramba, e as pessoas não tem o direito de viver as próprias experiências e de uma maneira diferente da que você viveu?
Discurso narcisóide da velhice?!
Valha-me!
Que Chronos me proteja até o fim dos meus dias, que Hermes me leve sempre a voar, cada vez mais alto e que eu possa sempre vislumbrar horizontes ainda não explorados, como uma criança ao mirar pela primeira vez algo que ela sempre quis...
terça-feira, setembro 03, 2013
quarta-feira, agosto 21, 2013
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