Um tranco na parede,
um beijo roubado atrás do caminhão,
suspiros em noites frias,
desejos encobertos por mil agasalhos,
uma lua que é minha amiga e conselheira,
zela por mim, vela você,
nos envolve em seus raios no
encontro que não estava programado.
Ou estava e nem sabíamos...
domingo, junho 12, 2016
terça-feira, maio 31, 2016
Como não amar você?
você é lindo.... não digo do amor que é construído num relacionamento,
mas um amor que desafia a razão (a minha!),
me faz esquecer tudo, não se importa com o futuro, e só quer beijar você.... Pode ser que seja paixão, é verdade...
mas, tal como os cavalos livres que correm nos pastos verdes,
ou na terra vermelha, levantando poeira,
são lindos porque são selvagens,
vivem ao sabor do vento...
você é lindo.... não digo do amor que é construído num relacionamento,
mas um amor que desafia a razão (a minha!),
me faz esquecer tudo, não se importa com o futuro, e só quer beijar você.... Pode ser que seja paixão, é verdade...
mas, tal como os cavalos livres que correm nos pastos verdes,
ou na terra vermelha, levantando poeira,
são lindos porque são selvagens,
vivem ao sabor do vento...
sexta-feira, maio 13, 2016
Na madrugada fria,
onde roupas afastavam corpos,
num beijo os dedos estavam tão inquietos que penetraram-lhe a boca unindo-se às línguas...
um quarteto de câmara numa peça lânguida...
Photo by google
onde roupas afastavam corpos,
num beijo os dedos estavam tão inquietos que penetraram-lhe a boca unindo-se às línguas...
um quarteto de câmara numa peça lânguida...
Photo by google
terça-feira, abril 19, 2016
As pessoas correm pra dizer: a flor é híbrida.
Elas dizem: colorida artificialmente.
E eu pergunto: e daí?
O que vale é a foto? Os detalhes da flor? O tom azul?
Não veem beleza.
Apontam que não real e
sim, construído por alguém num laboratório.
Se é real ou fantasia e daí?
Gente sem poesia.
Elas dizem: colorida artificialmente.
E eu pergunto: e daí?
O que vale é a foto? Os detalhes da flor? O tom azul?
Não veem beleza.
Apontam que não real e
sim, construído por alguém num laboratório.
Se é real ou fantasia e daí?
Gente sem poesia.
sábado, abril 02, 2016
Na madrugada que desce quente e envolvente,
tirando completamente o sono, releio antigas postagens do blog.
Não sou mais aquela, sou outra.
Guardo resquícios do que fui, mas decididamente aquela Ana ficou lá atrás.
Ainda assim, a alma carecia de muitos preenchimentos, que com o passar do tempo,
foram sendo cobertos com mais harmonia, contribuindo para um emocional mais ajuizado.
Não no sentido do juízo, de quando pai e mãe dizem: tenha juízo.
Não, não falo desse.
Esse ajuizamento está em relatividade à constância emocional.
A tristeza foi embora e os buracos da alma foram sumindo com o passar dos anos.
Hoje me sinto em paz.
Muito diferente da outra que escrevia aqui.
Mas, por um motivo alheio ao meu entendimento,
à minha mente racional, gosto de reler meus pensamentos.
E voltar aqui é sempre um prazer diferente e atemporal.
O tempo é só uma convenção.
Boa noite.
tirando completamente o sono, releio antigas postagens do blog.
Não sou mais aquela, sou outra.
Guardo resquícios do que fui, mas decididamente aquela Ana ficou lá atrás.
Ainda assim, a alma carecia de muitos preenchimentos, que com o passar do tempo,
foram sendo cobertos com mais harmonia, contribuindo para um emocional mais ajuizado.
Não no sentido do juízo, de quando pai e mãe dizem: tenha juízo.
Não, não falo desse.
Esse ajuizamento está em relatividade à constância emocional.
A tristeza foi embora e os buracos da alma foram sumindo com o passar dos anos.
Hoje me sinto em paz.
Muito diferente da outra que escrevia aqui.
Mas, por um motivo alheio ao meu entendimento,
à minha mente racional, gosto de reler meus pensamentos.
E voltar aqui é sempre um prazer diferente e atemporal.
O tempo é só uma convenção.
Boa noite.
quinta-feira, fevereiro 11, 2016
A livre expressão é um fato.
E, da mesma forma, que não gosto de rabada,
outros amam.
Assim, as diferenças imperam. O que acho interessante,
um dia ainda vou entender isso, o que faz o outro comentar num post
alheio sua opinião contrária, quando o assunto não é gostar ou não de algo.
E, sim, a expressão de um sentimento de felicidade.
Parece que hoje, nem nas redes sociais, não podemos exprimir livremente o que pensamos. Somos bombardeados por não estar na horda.
E o que constato, até pelas pessoas que me conhecem pessoalmente, sou incapaz de ir na página alheia escrever qualquer coisa contrária ou ofensiva até porque se não concordo ou não gosto ou aprovo ou sei lá o que, deixo pra lá. Acho curiosa essa atitude de deixar comentários completamente despropositados quando o assunto não é gostar ou deixar de gostar de algo.
Aqui como lá no meu espaço expresso o que sinto.
Assim, meus caros, para os que odeiam calor, vão morar na Europa, vão viver onde tem neve. Vão viver onde a temperatura é amena e baixa.
domingo, setembro 20, 2015
Essa lua,
a cheia,
mexe com as entranhas,
atiça as sensações,
dá vida ao adormecido,
clareia os sentidos,
agiganta a alma,
enlaça os enamorados,
inspira os seresteiros,
nos põe apaixonados,
aclara os pescadores,
põe em rebuliço as águas,
as marés,
os líquidos,
do corpo,
da terra,
dos bichos
da gente.
a cheia,
mexe com as entranhas,
atiça as sensações,
dá vida ao adormecido,
clareia os sentidos,
agiganta a alma,
enlaça os enamorados,
inspira os seresteiros,
nos põe apaixonados,
aclara os pescadores,
põe em rebuliço as águas,
as marés,
os líquidos,
do corpo,
da terra,
dos bichos
da gente.
sábado, setembro 05, 2015
Nove Quadras para Analu
Pra quem se diz poeta é quase um vício
Só falar bem do sexo feminino.
Mas, sempre é necessário um bom início
Então, para Analu vou compor um hino.
Porque a todas posso, gentilmente,
Tratar como se trata uma princesa.
Mas devo manter claro em minha mente
Que só a Analu vou chamar de Deusa.
E é tanto que, se devo ser galante,
A inspiração a pouco se recusa
Mas dependuro os versos num barbante
Que Analu, a um tempo só, é vate e musa.
De si tira tristeza e alegria,
De si sozinha faz todo um planeta,
E faz disso uma alquímica poesia
Ou só um bom humor, a espiroqueta!
E faz, desse planalto desolado,
Da seca, estranha e límpida Brasília,
Um grande coração apaixonado
Um náufrago gemendo numa ilha.
Assim, fica marcada a diferença
E deixo essas quadrinhas por seu dote
Pra que não haja em nós mais desavenças
Em versos, 36, desdobro o mote;
Mulheres há que pensam e decidem,
Mulheres sinuosas, outras retas,
Mulheres que na vida só colidem,
Mas há também a Analu que é completa.
Mulheres há que param a cidade,
Mulheres que, sós, valem por um time,
Mulheres belas, em qualquer idade,
Mas há também a Analu, que é sublime.
Mulheres há que a todos embriagam,
Mulheres que são galo numa rinha,
Mulheres que se mimam ou se estragam,
Mas há também a Analu, que é rainha.
(Um antigo texto escrito para mim)
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