MÁRIO AV. E CIA
Ia começar o blog esta semana falando do Casillero del diablo, mas acabei me entretendo com a figura branquinha, grandona e simpática do Mário AV no caderno de informática do O Globo, e tomei outro atalho. Li sobre a revista que eles editam para os habitués e iniciantes no mundo dos Mac’s. Não é à toa que meu amigo Robinson vive se comunicando com o Mário e eu não havia entendido ainda qual a relação entre eles. Ta aí, explicado. Até no lovesickness já deu o ar da graça e fiquei imaginando o que esse different thinker fazia ali nos dando dicas interessantes e querendo ajudar a enriquecer o espaço.
Ele juntamente com quatro outros da mactribo comemoram em outubro o número 100 da revista Macmania, única publicação brasileira dirigida a esse público. Depois dos trancos e barrancos do mundo independente, hoje se mantém com recursos de anunciantes e é editada pela Bookmakers, o filhote dessa empreitada. Quem quiser conferir a matéria dê uma clicada aqui.
segunda-feira, setembro 09, 2002
domingo, setembro 08, 2002
Meu amigo Vito voltou a bloggar e andando por seu mundovirado eu trouxe para cá um punhado de linhas dele:
"O mundo é um espaço virtual que existe no hardware do seu imaginário. Vida é o que se passa por dentro, no universo do insone. O existente fora desse plano é ilusório. A realidade é a ilusão.
Senão, porque estaria eu aqui nesse momento? "
"O mundo é um espaço virtual que existe no hardware do seu imaginário. Vida é o que se passa por dentro, no universo do insone. O existente fora desse plano é ilusório. A realidade é a ilusão.
Senão, porque estaria eu aqui nesse momento? "
sexta-feira, setembro 06, 2002
DOS DIAS
Os dias tem passado rápido e eu com a sensação de que algo se transforma também em mim.
Não é questão de abandonar nada e muito menos renegar o passado. Sinto que me reedito numa figuração mais amena e segura. Um toque de simplicidade a escoar de dedos e pensamentos.
O que será do futuro?! Não sei.
Quero continuar com essa mesma postura diante do imponderável e dos próximos capítulos. Sim, esse ar blase de quem não tem pressa e não dá a mínima para o amanhã. Penso que ele virá sempre cheio de possiblidades de crescimento e aprendizado. E, espero continuar meu caminho pautando meus pensamentos dentro desse prisma. Refletir sete cores a surgir repentinamente no céu, como Oxumaré, o arco-íris, a serpente personificando o orixá.
Orixá cuja função principal é a de dirigir as forças que produzem movimento, ação e transformação. Por ser bissexual, tem uma natureza dupla; é representado na mitologia daomeana por uma cobra e o arco-íris, que significam a renovação e a substituição. Durante seis meses é masculino, representado pelo arco-íris e tem como incumbência levar as águas da cachoeira para o reino de Oxalá no Orum (céu). Nos outros seis meses, Oxumarê assume a forma feminina, e nessa fase, seria uma cobra que vez ou outra se transforma em uma linda deusa chamada Bessém. A dualidade de Oxumarê faz com que ele carregue todos os opostos e antônimos básicos dentro de si: bem e mal, dia e noite, macho e fêmea, doce e amargo. Como uma cobra, morde a própria cauda formando o símbolo ocidental do Orobóros(ou lemniscata), gerando um movimento circular contínuo que representaria a rotação da Terra e próprio movimento incessante dos corpos celestes no espaço.
A coroação de Oxumaré
Oxumaré, filho de Nanã, nasceu com o destino de ser seis meses um monstro com esse nome, e seis meses uma linda mulher chamada Bessem. Aos poucos Bessem revoltou-se com sua mãe Nanã, pois não conseguia ter um amor que durasse por muito tempo. Seu companheiro sempre desaparecia quando ela se transformava em monstro.
Um dia Oxumaré encontrou Exu e este, como sempre apreciou criar discórdias, semeou um conflito entre o deus do arco-íris e a velha Nanã, aconselhando Oxumaré a tomar a coroa do reino de jeje, que pertencia a Nanã.
Oxumaré foi ao palácio de Nanã aterrorizando a todos. Nanã suplicou-lhe que não matasse ninguém, tentando dissuadir o filho de seu intento. No entanto acabou entregando-lhe sua coroa de rainha. Desde então Oxumaré reina sobre os jejes, entretanto continua sendo um monstro chamado Oxumaré e uma linda mulher chamada Bessem.
Os dias tem passado rápido e eu com a sensação de que algo se transforma também em mim.
Não é questão de abandonar nada e muito menos renegar o passado. Sinto que me reedito numa figuração mais amena e segura. Um toque de simplicidade a escoar de dedos e pensamentos.
O que será do futuro?! Não sei.
Quero continuar com essa mesma postura diante do imponderável e dos próximos capítulos. Sim, esse ar blase de quem não tem pressa e não dá a mínima para o amanhã. Penso que ele virá sempre cheio de possiblidades de crescimento e aprendizado. E, espero continuar meu caminho pautando meus pensamentos dentro desse prisma. Refletir sete cores a surgir repentinamente no céu, como Oxumaré, o arco-íris, a serpente personificando o orixá.
Orixá cuja função principal é a de dirigir as forças que produzem movimento, ação e transformação. Por ser bissexual, tem uma natureza dupla; é representado na mitologia daomeana por uma cobra e o arco-íris, que significam a renovação e a substituição. Durante seis meses é masculino, representado pelo arco-íris e tem como incumbência levar as águas da cachoeira para o reino de Oxalá no Orum (céu). Nos outros seis meses, Oxumarê assume a forma feminina, e nessa fase, seria uma cobra que vez ou outra se transforma em uma linda deusa chamada Bessém. A dualidade de Oxumarê faz com que ele carregue todos os opostos e antônimos básicos dentro de si: bem e mal, dia e noite, macho e fêmea, doce e amargo. Como uma cobra, morde a própria cauda formando o símbolo ocidental do Orobóros(ou lemniscata), gerando um movimento circular contínuo que representaria a rotação da Terra e próprio movimento incessante dos corpos celestes no espaço.
A coroação de Oxumaré
Oxumaré, filho de Nanã, nasceu com o destino de ser seis meses um monstro com esse nome, e seis meses uma linda mulher chamada Bessem. Aos poucos Bessem revoltou-se com sua mãe Nanã, pois não conseguia ter um amor que durasse por muito tempo. Seu companheiro sempre desaparecia quando ela se transformava em monstro.
Um dia Oxumaré encontrou Exu e este, como sempre apreciou criar discórdias, semeou um conflito entre o deus do arco-íris e a velha Nanã, aconselhando Oxumaré a tomar a coroa do reino de jeje, que pertencia a Nanã.
Oxumaré foi ao palácio de Nanã aterrorizando a todos. Nanã suplicou-lhe que não matasse ninguém, tentando dissuadir o filho de seu intento. No entanto acabou entregando-lhe sua coroa de rainha. Desde então Oxumaré reina sobre os jejes, entretanto continua sendo um monstro chamado Oxumaré e uma linda mulher chamada Bessem.
quinta-feira, setembro 05, 2002
Primitivismo feroz, instinto.
Essência de animal selvagem.
Precaução comandando os movimentos, lentos.
O grande felino negro sai da toca.
Predador, esconde-se ao menor sinal de movimento estranho.
O encontro com a lua é sinal de acalanto, proteção.
Como águia em suspensão dos alísios na amplidão.
Se fosse domesticado, não devoraria os que ousassem cruzar seu caminho.
É bicho solto explorando a noite,
Espírito indomável demarcando o território,
largando suas pegadas na escuridão da mata.
Move-se sorrateiramente, à espreita, pronto para o ataque
Diante do menor sinal.
Não o desafie, não provoque a reação, abstenha-se do olho-no-olho.
Evite. Passe ao largo, por mais que isso provoque adrenalina.
Ainda que a possibilidade do desafio vire idéia fixa.
E a própria vida se perca nesse confronto.
quarta-feira, setembro 04, 2002
Carlos Hollanda além de um excelente e conceituado astrólogo é um grande apreciador de Histórias em Quadrinhos, desenha. Criou um site pessoal e lá ele conta um pouco do famoso personagem Fantasma, além de entrevistar um dos desenhistas que ao longo da vida rabiscou e escreveu histórias desse personagem. Por acaso, José Menezes é meu pai. Se quiserem conferir a entrevista na íntegra dêem um pulinho aqui .
E bom divertimento!
terça-feira, setembro 03, 2002
REFLEXO
Para ilustrar a relação ficção x realidade, cujo questionamento foi lançado diante daquilo que escrevemos, vou deixar aqui um parágrafo da resenha de Vera Lúcia Follain de Figueiredo que diz o seguinte:
“[...] Suas peripécias, entretanto, vão levar o leitor do livro a indagar se existem mesmo esses dois lados do espelho, isto é, se é possível separar realidade e ficção. E é aí que vai residir todo o perigo que ameaça não só o personagem, mas também o leitor. O maior risco não está em negar a realidade para tentar viver como se estivéssemos no universo ficcional. Está em descobrir que não existe esta fronteira, que não existe nada além da representação e que podemos deslizar das páginas do livro para a "realidade” e vice-versa sem qualquer obstáculo, pois não há nenhuma diferença essencial entre esses dois mundos. [...].”.
Para ilustrar a relação ficção x realidade, cujo questionamento foi lançado diante daquilo que escrevemos, vou deixar aqui um parágrafo da resenha de Vera Lúcia Follain de Figueiredo que diz o seguinte:
“[...] Suas peripécias, entretanto, vão levar o leitor do livro a indagar se existem mesmo esses dois lados do espelho, isto é, se é possível separar realidade e ficção. E é aí que vai residir todo o perigo que ameaça não só o personagem, mas também o leitor. O maior risco não está em negar a realidade para tentar viver como se estivéssemos no universo ficcional. Está em descobrir que não existe esta fronteira, que não existe nada além da representação e que podemos deslizar das páginas do livro para a "realidade” e vice-versa sem qualquer obstáculo, pois não há nenhuma diferença essencial entre esses dois mundos. [...].”.
segunda-feira, setembro 02, 2002
SETEMBRO
Setembro abre seus trinta dias com chuva, frio e uma sensação estranha e tardia de inverno. No sul do país neva, aqui em Petrópolis falta pouco para tal. O primeiro dia útil me fez acordar cedo, me impus levantar junto com a aurora para melhor estruturar meu tempo. Perco horas e horas dormindo. No fundo não acho que perco, mas ganho, teoricamente falando. Adoro dormir, entretanto acabo trocando os dias pelas noites e a vida acaba numa sansara desgovernada.
Tenho tantas coisas em virgem que a loucura do fogo precisa ser amainada com um tanto de racionalidade a fim de minimizar o impulso. Coisas astrológicas que podem soar estranho para quem está lendo essas linhas. Assim, estabeleci algumas regras e pretendo segui-las durante um tempo ou até quando eu suportar a pressão. Sou osso duro de roer, teimosa, mas incrivelmente determinada quando ponho algo na cabeça.
O curso que poderia ser arrastado devido ao horário matutino, acaba sendo mais estimulante. Meu cérebro parece fresco e o que eu escuto vai entrando pelas orelhas facilmente. Não há cansaço, pelo contrário, divirto-me. A filha do Olavo de Carvalho faz curso comigo, vai me levar para conhecê-lo qualquer dia desses. Eu já aceitei o convite.
Até de culinária falamos nessa segunda e lembrei do filme Chocolate, com Juliette Binoche. Lembro, perfeitamente que saí do cinema e fui imediatamente comer um chocolate. Aquela confeitaria era dos deuses, assim como a idéia ilusória contida no próprio nome que enfeitava a placa na entrada, Maya.
Divagamos sobre as discrepâncias e incongruências culturais. De como a profissão técnica, hoje tão desprezada em nosso país pela classe média, é super valorizada em outros países, como a França. Ser confeiteiro lá permite ao cidadão viver bem, viajar e ser respeitado como profissional. Aqui, os cursos técnicos são desprezados e encarados com desdém pela classe média. A meta é ter curso superior. O problema é o depois do canudo. Vai se tentando uma multinacional, concurso público ou uma empresa de médio porte. E as profissões técnicas acabam sendo deixadas de lado em prol de um pseudo-status social. Um torneiro mecânico, um eletricista, acaba ganhando muito mais que um engenheiro que não conseguiu uma boa colocação no mercado. Muitas vezes acaba na economia informal justamente por esse estado de incertezas e oscilações que abrangem o nosso país. São as discrepâncias, as diferenças, as coisas que acontecem por aqui. E será que com tantas propostas de governo aparecendo em nossa telinha diariamente, as coisas vão realmente mudar ou esse estado de caos perdurará?! Que viver verá....
Setembro abre seus trinta dias com chuva, frio e uma sensação estranha e tardia de inverno. No sul do país neva, aqui em Petrópolis falta pouco para tal. O primeiro dia útil me fez acordar cedo, me impus levantar junto com a aurora para melhor estruturar meu tempo. Perco horas e horas dormindo. No fundo não acho que perco, mas ganho, teoricamente falando. Adoro dormir, entretanto acabo trocando os dias pelas noites e a vida acaba numa sansara desgovernada.
Tenho tantas coisas em virgem que a loucura do fogo precisa ser amainada com um tanto de racionalidade a fim de minimizar o impulso. Coisas astrológicas que podem soar estranho para quem está lendo essas linhas. Assim, estabeleci algumas regras e pretendo segui-las durante um tempo ou até quando eu suportar a pressão. Sou osso duro de roer, teimosa, mas incrivelmente determinada quando ponho algo na cabeça.
O curso que poderia ser arrastado devido ao horário matutino, acaba sendo mais estimulante. Meu cérebro parece fresco e o que eu escuto vai entrando pelas orelhas facilmente. Não há cansaço, pelo contrário, divirto-me. A filha do Olavo de Carvalho faz curso comigo, vai me levar para conhecê-lo qualquer dia desses. Eu já aceitei o convite.
Até de culinária falamos nessa segunda e lembrei do filme Chocolate, com Juliette Binoche. Lembro, perfeitamente que saí do cinema e fui imediatamente comer um chocolate. Aquela confeitaria era dos deuses, assim como a idéia ilusória contida no próprio nome que enfeitava a placa na entrada, Maya.
Divagamos sobre as discrepâncias e incongruências culturais. De como a profissão técnica, hoje tão desprezada em nosso país pela classe média, é super valorizada em outros países, como a França. Ser confeiteiro lá permite ao cidadão viver bem, viajar e ser respeitado como profissional. Aqui, os cursos técnicos são desprezados e encarados com desdém pela classe média. A meta é ter curso superior. O problema é o depois do canudo. Vai se tentando uma multinacional, concurso público ou uma empresa de médio porte. E as profissões técnicas acabam sendo deixadas de lado em prol de um pseudo-status social. Um torneiro mecânico, um eletricista, acaba ganhando muito mais que um engenheiro que não conseguiu uma boa colocação no mercado. Muitas vezes acaba na economia informal justamente por esse estado de incertezas e oscilações que abrangem o nosso país. São as discrepâncias, as diferenças, as coisas que acontecem por aqui. E será que com tantas propostas de governo aparecendo em nossa telinha diariamente, as coisas vão realmente mudar ou esse estado de caos perdurará?! Que viver verá....
domingo, setembro 01, 2002
Entramos bem setembro,
época de flores e revoada de pássaros.
Vontade, declaração e impulso.
Coisa marciana, ariana, motriz.
O inesperado na madrugada fria.
Deleite em quantidade.
Fissura, gulodice.
Assinar:
Postagens (Atom)